Navegando em alto mar


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‘E disse-lhes: Varões, vejo que a navegação há de ser incômoda e com muito dano, não só para o navio e a carga, mas também para a nossa vida. Mas o centurião cria mais no piloto e no mestre do que no que dizia Paulo’. 
(Atos 27.10,11)
 
 
Há momentos na vida em que os ventos parecem ser contrários. Nada dá certo. Nada funciona. Tentamos, mas não vamos a lugar nenhum porque os ventos nos são contrários. O que fazer quando tudo parece conspirar contra a nossa vida? O que fazer quando, por mais que nos esforçamos, não conseguimos ir a lugar nenhum? O que fazer quando em nossa vida os ventos sopram contrários, o céu parece que está blindado, Deus parece estar em silêncio e o nosso barco começa a ser açoitado pelas ondas da vida? 
 
É justamente nestas horas que devemos reavaliar as nossas prioridades. A crise tem esse efeito didático. Ela nos leva a reavaliar prioridades e conceitos. Foi exatamente isso que Paulo e seus companheiros de viagem fizeram naquele momento crítico da viagem. Diz o texto que eles não tiveram receio de jogar fora os seus pertences (vv. 18, 19 e 38). Repito, a crise nos leva a reavaliar as nossas prioridades. Ela nos faz ver aquilo que realmente é importante e aquilo que não é importante. Então, quando o barco das nossas vidas estiver sendo açoitado, é hora de jogar ao mar aquilo que não tem muito valor e nos agarrar àquilo que realmente importa. 
 
Neste particular, devemos nos agarrar às promessas iniciais de Deus. O navio estava sendo açoitado de um lado para o outro, todo mundo desesperado, mas havia alguém sereno dentro do barco. Quem era? Paulo. Mas o que levou Paulo a manter a serenidade na hora do desespero? 
 
Na verdade, tinha uma promessa inicial de Deus, dita pelo anjo que aparecera para ele na noite anterior, dizendo: ‘Paulo, não temas! Importa que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo.’ (Atos. 27.24). Ele, apesar de todas as dificuldades, iria chegar a Roma para testemunhar Cristo perante o César.
 
Infelizmente existe uma linha de ensinamento, muito em voga nos dias atuais, que ensina que o cristão não pode sofrer, e estes creem e até pregam que se algo de errado está acontecendo conosco, ou é porque estamos em pecado, ou então porque não temos fé. Queremos afirmar que de fato o pecado ou a falta de fé pode nos levar ao sofrimento, todavia, devemos compreender que nem todo sofrimento, é fruto do pecado ou falta de fé. Devemos lembrar ainda, que Jesus não nos prometeu vida fácil aqui. Ele mesmo disse: ‘No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo’. 
 
Vejam que ele não promete nos poupar do sofrimento, mais tenham certeza, mesmo em meio ao sofrimento, estarás conosco para nos dar a força necessária para vencermos o sofrimento. Para corroborar o que estamos afirmando, temos aqui o exemplo de Paulo. Deus ordena a um anjo, e este aparece para consolá-lo e animá-lo. Porém, não o retira da tempestade. Dá ânimo, mas não lhe poupa do sofrer. 
 
Aqui está o nosso privilégio em sermos cristãos. Deus não nos poupa de sofrer. Deus nos poupa no sofrer. Não nos dá pernas ágeis para correr, nos dá ombros largos para suportar o peso da cruz. Por esta razão, caro leitor, quando o barco das nossas vidas estiver sendo açoitado pelos ventos que nos são contrários, devemos sempre nos lembrar dessas verdades que nos dão à certeza de que nossas vidas estão seguras nas mãos do nosso Deus e que toda crise obedece a um propósito determinado dentro de seu plano eterno. Deus vos abençoe.
 
Pastor Isaac Ribeiro
presidente da Igreja Evangélica Assembléia de Deus/Franca – Ministério Missão
 

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