‘Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!’
(Rm. 11.36)
Existe uma filosofia muito em voga em nossos dias, chamada antropocentrismo. Afirma que o homem é o centro de tudo, e que tudo gira em torno do homem. Com todo respeito àqueles que acreditam nisto, queremos afirmar que esta não é a mensagem que a Bíblia nos ensina.
No entanto, mesmo não estando alinhada com a Palavra de Deus, infelizmente esta filosofia tem influenciado muitas pessoas, inclusive dentro das nossas igrejas. A grande verdade é que em nossa relação com Deus, o papel principal é Dele, e tudo deve girar em torno Dele e não de nós. Como servos do Senhor precisamos entender que somos meros coadjuvantes e que todas as benções que recebemos (e olha que são muitas), têm como objetivo principal, glorificar o nome de Deus e fazer conhecida a sua glória
No início de meu ministério pastoral, confesso que havia algumas coisas que me deixavam confuso. Jesus certa vez afirmou: ‘Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores farão, porque eu vou para junto do Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho’ (João 14.12,13). No entanto a prática deste ensinamento, nem sempre produz os resultados semelhantes aos de Jesus.
Então, surge a dúvida. Porque alguns recebem a cura de suas enfermidades, e outros não? Seria Deus injusto? Quantas vezes orei para determinadas pessoas com toda fé que podia exercitar, e nada aconteceu. Em outros momentos oramos, pedindo providência divina, e Deus agiu acima de nossa própria expectativa. Foi aí que Deus me fez entender que nem todo milagre é para sua glória e por isto o milagre só vem quando este tem por objetivo glorificar o próprio nome de Deus. É isto que Jesus explica no final do versículo destacado acima: ‘a fim de que o Pai seja glorificado no Filho’.
Outro dia, ouvi alguém orando e percebi o quanto orava errado. Ele dizia: ‘Eu sou teu servo e o Senhor é obrigado a me curar porque o Senhor me prometeu. Por isto eu determino a cura para minha vida’. Esta história de determinar parece ser uma atitude de fé, mas não se alinha com o que Jesus nos ensinou. Não podemos nos esquecer que quando nos ensinou a orar o Pai nosso, Jesus diz: ‘venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu’.
Então, o melhor a faze, é não inverter a ordem das coisas, e tudo o que pedirmos a Deus, só será atendido se tiver dentro da sua soberana vontade. Ao contrário podemos cometer o erro que alguns têm cometido de pensar que tudo deve gravitar em torno de si. O conhecimento desta verdade é de suma importância, justamente porque determina a qualidade de nossa relação com Deus.
Tenho percebido que muitos cristãos não têm alegria justamente porque a Salvação deles, é apenas um seguro contra incêndio. Eles estão simplesmente fugindo do fogo do inferno. E quando agem assim, estão pensando somente em si mesmos. Eles nunca descobriram o tesouro mencionado em Mateus 13.44. Não existe alegria em fugir do inferno. Alívio sim, Alegria não. Existe uma grande diferença entre ser salvo de alguma coisa e ser salvo para alguma coisa. E neste particular, fomos salvos para glorificar o nome de nosso Deus. ‘Porque Dele, e por meio Dele, e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém!’. Este tem sido meu lema. Que seja o teu também. Deus vos abençoe.
Pastor Isaac Ribeiro
presidente da Igreja Evangélica Assembléia de Deus/Franca – Ministério Missão
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