Morreu às 4 horas de ontem, dia 15 de abril, no Hospital São Joaquim, em Franca, o pecuarista e agricultor Hamilton Faleiros. Tinha 88 anos. Estava internado desde 2 de janeiro deste ano após queda em sua casa e fratura do fêmur da perna esquerda. Há quatro anos, sofreu fratura similar, na perna direita, mas passou ‘com força e coragem pela privação’, como disse sua família. Sua saúde, no entanto, veio se complicando em função da idade e do Mal de Parkinson. Piorou ainda mais com glaucoma que o privou de boa parte da visão. Recolheu-se em casa e, pela impossibilidade de se relacionar adequadamente com as pessoas, foi-se prostrando. Embolia pulmonar e outras sequelas do longo período acamado acabaram por causar-lhe a morte.
Deixou viúva, Onísia José Souza Faleiros, depois de 63 anos de casamento. Eram, os dois, naturais de Capetinga (MG) e se casaram em Franca. Do enlace, dois filhos, Diva (casada com o empresário de rádio e ex-prefeito de Franca, Sidnei Franco da Rocha) e Carlos, casado com Simone. Dos casamentos dos filhos, Hamilton e Onísia tiveram cinco netos (Rogério, Davi, Aline, Lucas e Heloísa), e uma bisneta, Eduarda.
Era um homem de hábitos simples, apaixonado pela cafeicultura e pela pecuária. Viveu cuidando de sua Fazenda Santa Amélia, em Capetinga. Segundo Carlos, o pai ‘dedicou-se intensamente às suas atividades rurais até quinze anos atrás. Já com idade e atingido por problemas de saúde, resolveu vender a propriedade para, segundo dizia, ‘ficar ao lado da mu-lher e dos netos para poder abraçá-los quando desse vontade’. A recíproca, disse a filha Diva, ‘é verdadeira. A família ficou feliz, especialmente os netos, que adoravam ficar com ele’.
Na propriedade rural, produziu, por muitos anos, ‘aguardente pouca, apenas para os amigos mais chegados’, disse Carlos. Era a ‘Faleirinha, apreciada pela forma artesanal que papai adotava na fabricação’. Era um ‘homem de bem, ponderado, da paz, honesto, trabalhador’, como o descreveu Diva, emocionada. Gostava de ir à praça Barão, do Centro de Franca, em fins de semana, encontrar-se com seus amigos mais chegados. ‘De uns anos para cá, enxergando muito pouco por causa de glaucoma, deixou de ir. Dizia que ‘vou fazer o que lá, se não consigo mais ver as pessoas com que gosto de conversar?’, disse Diva.
Seu genro, Sidnei Rocha, lembrou-se que ‘perdeu, com a partida de Hamilton, excelente companheiro de ranchadas’. Hamilton gostava de ir ao rancho da família já que lá, podia praticar algumas de suas antigas atividades rurais. “Colaborava em todas as atividades, ajudava em reformas e estava sempre ativo. Perdi não o sogro, mas o bom amigo que ele nunca deixou de ser’, disse.
O velório aconteceu no São Vicente de Paula.
Sepultamento, com serviços da Funerária Tedesco, foi realizado no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras, às 15 horas do dia da morte, 15 de abril.
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