Ele ressuscitou


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‘Porventura não nos abrasava o coração, quando pelo caminho nos falava, e quando nos abria as Escrituras?’ 
(Lucas 24.32)
 
 
Aquele era um domingo diferente dos demais. No coração, a decepção e a tristeza eram companheiras daqueles dois discípulos. À frente, uma estrada empoeirada, a paisagem presente entre Jerusalém e a pequena cidade de Emaús, havia sido ofuscada pelo coração entristecido dos dois. 
 
O assunto não podia ser outro. Discutiam tudo que havia acontecido na sexta-feira em Jerusalém, a maneira cruel como tinham crucificado aquele a quem depositaram todas as esperanças da redenção de Israel. Todavia, em certo momento daquela caminhada, aquele que era a razão da tristeza dos dois, põe-se a caminhar ao lado dos mesmos sem que eles o reconhecessem a princípio. Jesus inicia um diálogo com os dois, fazendo a seguinte pergunta: ‘Que palavras são essas que, caminhando trocais entre vós e porque estais tristes? Cleopas, sem reconhecê-lo disse: ‘És tu peregrino em Jerusalém e não sabes as coisas que nela tem sucedido nestes dias?’ Jesus perguntou: ‘Quais?’, e eles lhe disseram: ‘As que dizem respeito a Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e todo o povo e como os príncipes dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte e o crucificaram’.
 
Quando disseram aquelas palavras a Ele, no mesmo momento disse: ‘Ó néscios e tardos de coração para crer em tudo o que os profetas disseram! Porventura não convinha que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse em sua glória?’ 
 
Quando chegaram no trevo, que dava acesso a pacata aldeia de Emaús, Jesus fez como que ia seguir viagem, e os dois discípulos o convidaram dizendo: ‘Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. Jesus aceitou o convite’. Quando estavam a mesa, Jesus tomou o pão, o abençoou e partindo deu aos dois, e imediatamente seus olhos foram abertos, e eles o reconheceram. Naquele mesmo momento, Jesus desapareceu. Assim, como já destacamos, um deles disse: ‘Porventura, não ardia em nós o coração, quando pelo caminho nos falava e nos explicava as escrituras? E naquela mesma hora, levantaram e imediatamente voltaram para Jerusalém e acharam os onze apóstolos congregados’.
 
Caro leitor, hoje o mundo cristão comemora a ressurreição de Jesus. Todos nós devemos saber que este grande acontecimento dá ao cristão a certeza de que somos justificados mediante a fé na obra por Ele realizada. O fato de Deus ter ressuscitado Jesus entre os mortos, nos dá a certeza de que o seu sacrifício satisfez plenamente a exigência divina para a redenção do homem do poder do pecado. 
 
No entanto, deve-se dizer que é muito pouco lembrar de Jesus apenas neste dia. Precisamos viver ao lado Dele, cumprindo os seus mandamentos, obedecendo seus ensinamentos. Precisamos ser amigos de Jesus. Mas, para sermos amigos de Jesus, é necessário que se observem alguns princípios. 
 
Foi Ele mesmo quem disse: ‘Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando’. (João 15.14). 
 
A ressurreição de Jesus é a garantia de que servimos um Deus vivo, que nos ouve, que nos ajuda e acima de tudo que está disposto a nos doar vida, alegria, paz, segurança e esperança. Talvez você esteja como aqueles dois discípulos. Triste, sem perspectiva de vida. Convide a Ele para entrar em sua casa, na casa chamada coração, e suas tristezas e frustrações serão transformadas em mananciais de alegria. Aleluia! Jesus ressuscitou. Deus vos abençoe.
 
Pastor Isaac Ribeiro
presidente da Igreja Evangélica Assembléia de Deus/Franca – Ministério Missão
 
 

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