Deus nos concede viver a Semana Santa de 2015 que se inicia com a celebração do Domingo de Ramos. Com a Palavra de Deus na Eucaristia o próprio Deus alimenta a nossa fé.
Primeira Leitura: Isaías 50 Na explicação da primeira leitura da festa do batismo do Senhor, falamos de um personagem misterioso. Trata-se do “Servo do Senhor”. Hoje o reencontramos e no trecho que nos é proposto, é ele mesmo que nos conta a sua história. Vive na permanente escuta da palavra de Deus; o coração e os ouvidos estão sempre abertos para não perder nada daquilo que Deus lhe transmite.
A segunda parte da leitura descreve o que o servo do Senhor deve suportar por causa da mensagem que anuncia.Desencadeia-se, então, inevitável e violenta reação; o servo do Senhor é flagelado, insultado e coberto de cusparadas. Qual é a sua reação? Resiste duro como uma pedra, não abre a boca, não se desnorteia, cala-se, porque sabe estar lutando por uma causa justa, tem certeza de que o Senhor está ao seu lado e que um dia todos deverão reconhecer que ele lutou pela verdade e pela justiça.
Segunda Leitura: Filipenses 2 Paulo amava muito a comunidade de Filipos: era a única da qual aceitava presentes. Entretanto, como acontece também nas melhores comunidades dos nossos dias, havia ali, da mesma forma, o problema da inveja entre os cristãos. Paulo sente então a necessidade de exortar os filipenses: “Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos. Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses e sim os dos outros.
Evangelho: Marcos 14 Neste domingo não comentaremos todos os episódios da paixão: limitar-nos-emos a destacar alguns aspectos específicos da narrativa de Marcos. Um primeiro pormenor importante é a ausência da reação de Cristo ao beijo de Judas e ao gesto violento de Pedro. Todos os evangelistas referem que os discípulos, ao perceberem que Jesus não reagia, que não lutava e que não incentivava a combater, fugiram.
Lendo os evangelhos observamos que, após um entusiasmo inicial, as multidões abandonam Jesus. Outra característica da narrativa de Marcos é a sua insistência nas reações muito humanas de Jesus diante da morte. Somente ele observa que, no jardim das Oliveiras, quando percebeu que estavam procurando por ele para matá-lo, Jesus “começou a sentir grande pavor e angústia. A narrativa da paixão feita por Marcos tem ainda outra característica: nos apresenta Jesus, que está sempre em silêncio. O ponto culminante de toda a narrativa da paixão de Jesus é a profissão de fé, proclamada aos pés da cruz, pelo comandante dos soldados romanos. “Então, o centurião, quando viu Jesus morrer daquele modo, disse: Verdadeiramente este homem era Filho de Deus”.
Desde o começo do Evangelho de Marcos, o povo e os discípulos se perguntam quem é Jesus, mas ninguém consegue desvendar a sua verdadeira identidade. É da boca de um soldado estrangeiro que procede a fórmula usada pelos primeiros cristãos para proclamar a própria fé em Cristo.
Que caminho nós seguimos para proclamar a nossa profissão de fé em Cristo “Filho de Deus”? Fomos nós convencidos por algum sinal, por alguma graça especial, ou foi Deus que nos abriu os olhos e nos revelou quem é aquele que morre na cruz e a razão pela qual ele doa a sua vida? O exemplo de Jesus nos ensina que, em qualquer circunstância da vida, nunca podemos esquecer ou duvidar do amor do nosso “Pai” do céu?
Monsenhor José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral, vigário geral – segantin@comerciodafranca.com.br
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.