“Não removas os limites antigos que fizeram teus pais”
(Pv. 22.28)
Um dos maiores equívocos do homem moderno, é achar que pode viver melhor, sem estabelecer regras quanto à maneira de viver. Outro dia, ouvi atentamente, as palavras de um experiente professor fazendo um comentário com relação à disciplina dos alunos. Desobediência, rebeldia, falta de compromisso, desinteresse pelos estudos, foram alguns dos problemas que ele enumerou. Por outro lado, no exercício de meu ministério pastoral, e tendo como ferramenta principal de trabalho, a orientação cristã, sinto o mesmo na pele. Percebo a dificuldade que muita gente encontra, no gerenciamento do seu próprio comportamento, de modo que não consegue impor limites em suas próprias vidas cooperando assim, sensivelmente para agravar a situação.
Infelizmente, a atual sociedade, especialmente esta jovem geração, vem perdendo este princípio, de modo que muitos, nem gostam da palavra “limite”, por achar que impor limites evoca a imagem de um obstáculo, uma barreira à intimidade ou mesmo em empecilho para o crescimento. Todavia, na minha modesta maneira de ver as coisas, penso que se nós entendermos o que os limites são e fazem, usariámos como uma das armas mais importantes da nossa vida.
Mas o que é limite? Limite é a linha divisória, gravada em nossa consciência, que nos indica perigo, quando se deseja ultrapassá-la. Da mesma forma, como um muro ou uma cerca, marca onde termina o seu terreno e começa o do vizinho, os limites pessoais distinguem a sua propriedade sentimental ou interior da dos outros. Você não consegue ver os seus próprios limites, no entanto, percebe quando você os ultrapassa ou mesmo quando alguém invade o seu espaço.
Imagine uma pessoa que tenta controlá-lo, invadindo a sua intimidade ou lhe pedindo para fazer algo que você não acha certo. Imediatamente ocorre uma espécie de protesto interior. Neste momento você percebe que seus limites foram ultrapassados. Olhando a vida por este ângulo, os limites servem para nos mostrar o que somos e o que não somos. O que queremos e o que não queremos. Em provérbios 27.12, está escrito: “O prudente percebe o perigo e se esconde, o insensato vai em frente e acaba mal”. Não seria por isto, que cada dia deparamos com tragédias, que parecem não ter explicação. E o que dizer da maneira precoce com que os adolescentes têm iniciado na sua vida sexual. Não nos enganemos, toda prática sexual, pré-marital é acompanhada de um sentimento de desconfiança. Ali são plantadas sementes que mais tarde irão dar frutos amargos. Certo pensador disse o seguinte: “Os jovens estão ligando seus brinquedinhos de nove volts, em um gerador de 220 volts, e assim queimam todos seus fusíveis antes de terem tido oportunidade de viver”.
Neste particular, minha preocupação, enquanto orientador cristão, consiste em desenvolver especialmente nos jovens, a capacidade de viver uma vida comedida, sem exageros, de pés firmes no chão, e cabeça voltada para Deus, através da fé em Cristo. Penso que se as coisas estão assim, todos nós temos uma parcela de culpa. Uns por não orientar, outros por concordar e até incentivar.
Então, caro leitor, que cada um de nós façamos alguma coisa para melhorar tal situação. Comecemos já, e pela nossa casa, junto aos nossos filhos, pois que se como pais não impomos limites, amanhã podemos estar chorando. A este respeito, disse certo pedagogo: “Queres criar uma delinquente dentro da sua casa, dê tudo que seu filho pedir”.
Deus nos ajude.
Pastor Isaac Ribeiro
Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus/Franca – Ministério Missão - pr.isaac@uol.com.br
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