Foi mais negativo do que positivo o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff que, sob o argumento do Dia Internacional da Mulher, utilizou no último domingo, dezesseis minutos para tentar justificar as “controvérsias” de seu governo e pouco falou para as mulheres brasileiras. A presidente, dentre outras coisas, disse que o momento é uma “travessia”, que não irá trair a classe média e os trabalhadores. Afirmou que “o governo absorveu a carga negativa até onde podíamos e agora temos que dividir parte deste esforço com todos os setores da sociedade”. Disse que “o País está sob o impacto da crise internacional iniciada em 2008”. Criticou a mídia, de uma forma geral, dizendo que “noticiários são úteis, mas nem sempre são suficientes. Muitas vezes nos confundem mais do que nos esclarecem”. Quase não falou da operação Lava Jato (desvios e corrupção na Petrobras), apenas tentou creditar as investigações a seu governo, o que todos nós sabemos não é verdade, muito pelo contrário.
O “tiro saiu pela culatra”, pois simultaneamente ao pronunciamento da presidente, em rede nacional de rádio e televisão, cidadãos de várias cidades, convocados pelo Whatsapp, promoveram um “panelaço”, vaias, o acende e apaga das luzes dos prédios e gritos de “fora Dilma”. Em síntese, pelos comentários a população que já está decepcionada com seu governo, se irritou ainda mais com os argumentos apresentados na tentativa de justificar a séria crise, em todos os setores, que estamos vivenciando.
Como sempre fez e desta vez não foi diferente, a presidente tenta jogar a responsabilidade pelas crises hídrica, econômica e política do País aos outros incluindo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e São Pedro. Ao afirmar que “tudo é fruto de uma crise internacional”, parece estar totalmente alheia a economia mundial, ou pode ser que acredite que todos nós somos alienados e não sabemos fazer comparações em relação a outros países que tomaram as providências necessárias no tempo certo, independentemente da questão política eleitoral. A obsessão pela perpetuação no poder, tentando esconder a real situação que necessitava de ajustes, até o segundo turno da eleição presidencial, esse sim é o real motivo por estarmos agora diante de uma séria crise que poderá levar o nosso Brasil a uma situação que poderá demandar décadas para retomar o caminho para o desenvolvimento.
A presidente tentou argumentar e induzir os cidadãos que desconhecem a situação econômica atual a imaginar que tudo é temporário, quando na verdade todos analistas econômicos são unanimes em afirmar que o ano de 2015 já está perdido economicamente falando.
Enfim, em nosso artigo anterior, pedíamos para que a presidente tivesse a humildade de assumir alguns erros e dialogar com a população, mas não o fez, nos parece que humildade não existe mais nos meios políticos. A propósito para alguns, democracia é quando eles mandam e os outros obedecem sem questionar. Para esses não deve haver questionamentos, pois acreditam serem os únicos donos da verdade.
NOSSA CIDADE ESTÁ SUJA: Sabemos que administrar não é fácil mas, com todo respeito, nossa cidade está horrível. Nas praças dos bairros cortam a grama com um trator, somente onde ele consegue, ficando o resto sem cortar, não rastelam e nem recolhem a grama cortada, que seca, sufocando a de baixo que fica amarelada. A varrição nas ruas dos bairros é rara. Em alguns caminhões de coleta de lixo vemos apenas dois funcionários quase se “matando” de tanto correr, quando o contrato fala em um motorista e quatro coletores. A dúvida que temos como cidadãos é: será que o contrato está sendo cumprido? Será que a Prefeitura está pagando por um serviço que não está sendo realizado?
A. A. FRANCANA: É com tristeza que vemos a campanha da “feiticeira”, em último lugar na tabela de classificação da série A-3 do Campeonato Paulista de Futebol. O que fazer?
Toninho Menezes
Advogado e Professor Universitário - toninhomenezes@netsite.com.br
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