Estamos celebrando o terceiro domingo da Quaresma. Hoje, a Palavra de Deus nos recorda o mais importante mandamento que Jesus nos deixou: o Amor! As leituras sagradas escolhidas para hoje são: Òxodo 20 (Primeira Leitura), 1º Corintios 1 (Segunda Leitura), João 2 (Evangelho). Vejamos o que contêm para nosso crescimento cristão.
Primeira Leitura — Êxodo 20: Um dos temas fundamentais propostos para meditação do cristão durante a Quaresma é a lei de Deus, os 10 mandamentos que constituem um dos argumentos centrais da catequese de quem se prepara para receber o batismo. Israel não era o único povo que tinha lei justas, promulgadas em nome de Deus. São conhecidas várias coletâneas de leis, emanadas por soberanos naqueles tempos antigos. Para o israelita piedoso fidelidade a um mandamento nunca se reduz à fria observância de uma norma, mas inclui sempre uma resposta pessoal ao Deus que se revelou a ele.
Os 10 mandamentos não estão incluídos na categoria de leis opressivas do ser humano. Não são de um tirano, mas de Deus ‘libertador’ que foi ao Egito para salvar seu povo, porque não tolera situações de escravidão. Jesus, inicialmente, reduziu a dois: ‘amar a Deus e amar o próximo’. Mais adiante, a um só: ‘amar o irmão’. É a lei do amor que me obriga a prestar atenção para descobrir em todos os instantes o que posso fazer para tornar meu irmão feliz.
Segunda Leitura — 1º Corintios 1: O texto apresenta o ponto fundamental de toda a pregação de Paulo: o Cristo crucificado. Os judeus esperavam que Deus manifestasse o seu poder, resolvendo os problemas dos homens através de milagres. Os sábios gregos, ao contrário, não acreditavam em milagres, confiavam somente nos raciocínios e na sabedoria. Ora, a morte de Jesus na cruz não se enquadra dentro de nenhuma lógica humana: é autêntica loucura. A cruz de Cristo é a vida transformada em dom desinteressado de si.
Evangelho — João 2: A cena da expulsão dos vendilhões do templo é narrada pelos quatro evangelistas, e isto mostra a importância atribuída por eles a este gesto dramático e violento executado por Jesus. É o tempo da Páscoa e Jerusalém está superlotada de peregrinos. Os comerciantes sabem muito bem que a Páscoa é uma ótima ocasião para fazer bons negócios: em poucas semanas têm a oportunidade de ganhar mais do que no ano inteiro. Os acontecimentos mais graves se verificam no templo. Três semanas antes da Páscoa a praça na frente do mesmo é transformada num mercado.
A passagem começa apresentando-nos Jesus chegando ao templo na ocasião da festa. Não pronuncia uma só palavra, faz um chicote com as cordas que amarram animais e furiosamente expulsar todos, joga mesas, cadeiras, dinheiro, gaiolas aos ares. Qual é o sentido desse atitude pouco habitual no perfil de Jesus?
A explicação está em duas frases de Jesus. A primeira: ‘Tirai daqui tudo isso e não façais da casa de meu Pai uma casa de negociantes’. O ensinamento mais importante, porém, é outro, destacado na segunda frase: ‘Destruí este templo e em três dias eu o reerguerei’. Que templo novo é esse? É realidade completamente diferente: sua construção já começou, como ensina o evangelho: ‘depois de três dias, isto é, no dia da Páscoa. Ressuscitado dos mortos o próprio Filho, o Pai colocou a pedra fundamental do novo santuário. Em seguida, sobre essa pedra, colocou outras pedras vivas, os discípulos de Cristo. Cristo e os membros da comunidade cristã formam em conjunto o novo santuário do qual se elevam a Deus os perfumes dos incensos e sacrifícios que lhe são agradáveis. Já não se trata das ofertas da carne e do sangue dos cordeiros, mas das obras de amor em favor dos homens.
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
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