Exaltado pela obediência


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‘Agora sei que temes a Deus e não me negaste o teu filho, o teu único’. 
(Gênesis 22.12)
 
 
Servir a Deus é na verdade uma dádiva. No entanto, é necessário reconhecer que em certos momentos, Deus nos submete a certos testes, que precisamos estar de fato, convictos da nossa Fé, para continuar a segui-lo. Tais testes têm por objetivo, medir o gral de obediência de cada um de nós, uma vez que, somente através da obediência, é que podemos nos relacionar com Deus. Quem conhece a história de Abraão, sabe o quanto almejou ter um filho, e todas as tribulações, que enfrentou deste a promessa de Deus, de fazê-lo pai de uma grande nação. Setenta e cinco anos, era a sua idade, quando Deus fez a promessa. 
 
Teve que esperar vinte quatro anos para ver cumprido à promessa de Deus. Mas aos cem anos, tomou em seus braços o filho tão esperado. Seu nome era Isaque. Imagine a felicidade daquele casal de velhos, tendo o privilégio de ter uma criança prometida por Deus em casa. 
 
Contudo, o mais difícil estava por vir. Quando Abraão e sua esposa Sara, já bem velhos, desfrutava a fase mais bonita de suas vidas, ao lado de Isaque, chega Deus para Abraão e faz o seguinte pedido: ‘Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi’ (Gênesis 22.2). Ah! Que pedido difícil de atender! Mas é aí que Abraão prova, porque é considerado o pai na fé.
 
Sem questionar a Deus, pega o garoto, e alguns empregados e tudo o que precisava para o sacrifício, e ruma para o lugar determinado por Deus. 
 
De longe Abraão viu o monte. Era preciso subi-lo; a obediência, o amor e a fé no Senhor eram maiores do que a dor imensa ante a ordem divina de sacrificar seu filho amado. Nem uma palavra de queixa ou desesperança durante a jornada, apenas a pergunta do filho - ‘Pai, onde está o cordeiro para o holocausto?’ O pai responde: ‘O Senhor proverá meu filho’. A sua fé era tão grande, que segundo a Bíblia, Abraão tinha a convicção que até das cinzas, Deus poderia ressuscitar Isaque. 
 
O final da história, você conhece. Toda aquela situação era apenas um teste de fidelidade, e ele passou no teste. Assim tornou-se Abraão por excelência o ‘pai da fé’, e na sua descendência, tornaram-se benditas todas as nações.
 
Assim como o Moriá de Abraão, grandes provações erguem-se à nossa frente enquanto fazemos à jornada da vida, e quantas vezes não lamentamos e choramos questionando o porquê da ordem de subir tais montes, se o Senhor sabe que a empreitada é árdua demais para nós, e talvez não consigamos fazê-la? 
 
Antes de vermos, tocarmos e segurarmos o cordeiro, questionamos a ordem de subir, como pessoas que professam, mas não provam a fé no Altíssimo. Queremos sim, ser a bênção e o exemplo que Abraão foi, mas não temos disposição para subir o ‘moriá’ da obediência, da fé e da doação de tudo o que somos e temos ao Senhor. 
 
No entanto, o cristão fiel sabe que, simultaneamente à subida ao monte, Ele vem com o cordeiro providencial. Portanto, tiremos então os olhos do que para trás ficam e durante a íngreme subida, olhemos para o alto, como quem já avista o cordeiro. Jamais subamos como murmuradores hábeis em medir o tamanho do nosso ‘sacrifício de cada dia’. 
 
Exerçamos com fé, a grande missão concebida pelo Pai Celeste, buscando primeiro o seu reino, tendo rigorosa certeza, que as demais coisas nos serão acrescentadas. Deus vos abençoe.
 
Pastor Isaac Ribeiro
presidente da Igreja Evangélica Assembléia de Deus/Franca – Ministério Missão
 

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