Cadê nossa presidente?


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Ao comentar o ‘apagão’ ocorrido nos últimos dias, em razão do consumo ter superado a produção de energia no país, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse que: ‘Deus é brasileiro, vai fazer chover e aliviar a situação dos reservatórios de água no Sudeste’. Isso é brincar com os brasileiros. O ministro deveria, isto sim, informar que medidas o governo está tomando para evitar que o caos já existente se aprofunde ainda mais. 
 
A propósito cadê nossa presidente? Ela é que deveria ir a público se justificar perante os cidadãos, explicando porque na campanha afirmava em bom tom que o Brasil não teria falta de energia, e quem dizia o contrário era pessimista e queria o pior para o país. Cadê nossa líder neste momento em que o barco ‘começa a fazer água’? Desaparece, sem a coragem necessária para tomar o comando das ações e enfrentar os grandes problemas vividos. Ser líder político de um país não é somente nos bons momentos! Precisa ter capacidade de administrar conflitos e driblar dificuldades.
 
Vencer uma eleição é fácil, basta ter estratégias específicas para isso. No entanto, ser estadista não é fácil. Tem que, permanentemente, se lembrar de quem o elegeu, esse que, por mais simples que seja, não é bobo, e dificilmente se deixará enganar mais de uma vez. 
 
Voltando à declaração do ministro Eduardo Braga, não é a natureza a responsável pela crise de nossos reservatórios e, por consequência, no colapso que se abate sobre a geração elétrica no país. O ciclo das águas é claro. Quantos estudiosos alertaram, por anos, sobre a escassez de chuvas que ocorreria a partir de 2013! A culpa maior é da irresponsabilidade de nossos políticos que priorizaram recursos públicos para outras atividades e obras desnecessárias esquecendo-se da manutenção de serviços essenciais para a vida em sociedade. Não trocaram nenhuma turbina das usinas — atualmente existem turbinas que, com muito menos água conseguem produzir muito mais energia que as antigas. O governo priorizou reeleição a qualquer custo ao invés de tomar medidas necessárias desde o ano passado, quando deveria ter sido decretado o racionamento de energia! Igualmente deveria ter cobrado de empreiteiras e concessionárias a execução de cronograma de obras de novas usinas geradoras de energia. Os problemas de água e energia se a
cumulam e tendem a agravar caso nossos políticos não assumam suas responsabilidades, admitindo a necessidade de racionamento!
 
Enfim, na hora do aperto, quando a ‘vaca vai para o deserto’, clamam por Deus mas não justificam o dinheiro utilizado em obras desnecessárias. Como sempre dissemos: administrar é gerenciar prioridades e as prioridades de nossos políticos são outras, totalmente contrárias ao interesse público.
 
VENDA DE ANIMAIS: Foi publicado na Seção I, página 56, do Diário Oficial da União do último dia 12/01/2015 para entrar em vigor no dia 15, Resolução nº 1069 do Conselho Federal de Medicina Veterinária, de 27/10/2014 dispondo sobre Diretrizes Gerais de Responsabilidade Técnica em estabelecimentos comerciais de exposição, manutenção, higiene, estética e venda ou doação de animais, que proíbe estabelecimentos comerciais de venderem, ou deixarem expostos em gaiolas e vitrines, qualquer espécie de animal de estimação. As lojas também deverão manter veterinários diariamente nos locais, algo que já é regulamentado por lei federal. 
 
A mudança quer garantir a segurança, a saúde e o bem-estar dos animais, que devem ficar em ambientes sem excesso de barulho e com acesso restrito às pessoas. O local também precisa ter boa luminosidade e espaço adequado para cada tipo de animal, além de ser livre de poluição, e protegidos contra a ação do tempo e situações de estresse. Vamos ver na prática!
 
Toninho Menezes
advogado, professor universitário - toninhomenezes@netsite.com.br
 
 

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