‘As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas pertencem a nós e a nossos filhos’
(Dt. 29.29)
Por mais diferentes que sejamos uns dos outros, existem algumas coisas que nos reportam uma mesma identidade à nossa humanidade. Coroa da criação de Deus, o homem foi dotado da capacidade de pensar, de fazer perguntas e dar respostas. Quem, em sã consciência, pode desprezar a enorme capacidade da mente humana em criar, transformar idéias em projetos benéficos ou maléficos ao próprio homem?
Neste momento que estou escrevendo esta mensagem no conforto de meu notebook, fico pensando nos nossos antecessores que inventaram a escrita, e de todo o processo de mudança que sofreu de lá pra cá. E o que dizer do avião, do automóvel, do telefone celular, da energia elétrica, da internet, ou então dos tanques de guerras, dos AR-15 das forças armadas, que parecem estar nas mãos dos bandidos, dos mísseis, da bomba atômica etc? Tudo mostra o grande potencial da mente humana.
Todavia, muito embora o homem seja dotado de toda essa capacidade, existem algumas coisas para as quais não conseguimos dar respostas. São os ‘por quês’ da vida. Por que uma pessoa tão jovem, com todo um futuro pela frente, pode ter sua vida ceifada de forma brutal? Por que um bebê, esperado com tanto amor, falece nas primeiras horas de vida? Por que um casal feliz no casamento é separado pela tragédia da morte do cônjuge em um acidente de carro? Por quê? Por quê? Por quê? Somem-se a esses ‘por quês’ outros inúmeros, que ecoam dos lábios que não conseguem lidar com as suas perdas. Todos nós sabemos o que é a dor e o sofrimento. Aliás, todos somos irmãos no sofrimento; ninguém está imune a isso. Ao mencionar essa pequena lista de situações que causam sofrimento, somos levados, quase que simultaneamente, a acrescentar nossas tragédias pessoais. Enfim, não estamos livres, nenhum de nós, do sofrimento, da dor e das agruras desta vida. Nascemos envoltos por sangue e líquidos do corpo, em meio a lágrimas e gritos, morremos da mesma forma, e entre o nascimento e a morte nos perguntamos: ‘por quê?”
Caro leitor, diante de tantas perguntas sem respostas, uma coisa podemos afirmar: quando a razão não consegue explicar aquilo que estamos passando, clamemos pela ajuda de Jesus! Só sua presença, através de seu Espírito, nos basta. É neste instante que podemos gozar da sua confortadora presença, pois Jesus caminha ao nosso lado e conhece nossas dores. Nesses momentos, sua augusta presença consolará os que crêem. A presença de Jesus conduz a paz que a razão não explica, mas que o coração sente.
Então, saibamos que as coisas reveladas são para os homens, as encobertas são para nosso Deus. Ao invés de querer explicação para tudo, devemos sim, nos submeter ao tempo de Deus e procurarmos saber se a nossa vida está dentro da vontade dele. Muitas de nossas perguntas o tempo se encarregará de nos responder. Outras, porém, somente a eternidade nos esclarecerá.
O melhor a fazer é orar: ‘Ó Senhor, tu sabes o que é melhor para mim, cumpra em mim o teu querer. Dá o que quiseres, na quantidade que quiseres e no tempo que te aprouver. Faça de mim como achares melhor e o que mais te agradar. Põe-me onde quiseres, e trata comigo em tudo de acordo com o teu querer. Eis aqui o teu servo pronto para tudo, pois eu desejo não viver para mim mesmo, mas para ti. Esta é minha oração, oh! amado Senhor’. Deus vos abençoe.
Pastor Isaac Ribeiro
presidente da Igreja Evangélica Assembléia de Deus/Franca – Ministério Missão
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