Velhos problemas, velhas propostas! Que nos recordamos, há décadas, todos os finais de anos ocorre onda de promessas e declarações da necessidade de mudanças na vida pessoal, coletiva, na esfera pública etc. Passado o novo período de doze meses verificamos que as promessas não se tornaram realidade e novamente somos ‘bombardeados’ com as mesmas ‘receitas milagrosas’ de harmoniosa vida em sociedade.
Obviamente que temos que considerar que toda atitude é válida. Porém, nos dias atuais, o ser humano somente considera válido aquilo que possa lhe trazer algum ‘ganho’, algum benefício. A moral, a vergonha e a decência somente estão presentes na retórica da maioria das pessoas, e nunca, efetivamente, passam da teoria à prática.
As instituições políticas estão desmoralizadas perante a opinião pública. Cidadãos sérios que ainda valorizam a ética e a moral não se arriscam a serem candidatos a cargo eletivo. Os partidos políticos não querem suas lideranças e ideias mas, somente, os votos que levarão para a legenda. Se eleitos, ou aderem correndo à maioria dominante nas ‘falcatruas’ de sempre, ou são isolados, chantageados, envolvidos em atos que não praticaram.
As drogas continuam em ritmo crescente, provocando um desequilíbrio insustentável para a sociedade. No entanto o Estado, através de políticos despreparados, continua apenas mero telespectador de vícios que acabam com a segurança mínima que o Estado deveria nos oferecer. Nossa economia vai de mal a pior.A inflação voltou a crescer mas nossas ‘autoridades’ insistem em dizer que ‘está tudo sob controle’. Poderíamos aqui elencar uma infinidade de fatos do dia a dia da comunidade brasileira que somente nos causam ‘dissabores’. Preferimos evitar para que não nos rotulem de pessimistas. Cumpre-nos apenas recordar e nisso, somos analistas e realistas.
Caros leitores, o fato é que os problemas estão aí e se agravam a cada dia sem que ninguém tome qualquer medida no sentido de se estancar a verdadeira ‘sangria’ do patrimônio dos cidadãos brasileiros.Como sempre dissemos, no ano que se inicia não deixe que a aparência, a vaidade, a fantasia, a ambição, a ganância, a inveja, o orgulho, a prepotência e a arrogância tenham mais valor que as coisas simples da vida! A natureza tem tudo para dar a todos. Precisamos somente do necessário, sem necessidade alguma de supérfluos. A todos, um feliz Ano Novo!
MEU AMIGO JÚLIO ROBERTO SCHRECK: Ficamos muito contentes com a entrevista de Júlio Roberto Schreck publicada nesse Comércio, dia 21. É pessoa fantástica. Conhecemos-nos nos anos 80 quando trabalhávamos em empresa agenciadora de calçados para exportação sediada em Novo Hamburgo (RS), filial em Franca. Nas primeiras viagens notamos que Júlio detectou o potencial de Franca que, nos desculpem, era ainda muito amadora, pois, até aquele momento, acreditavam que para ser agente de exportação só era necessário falar inglês. Júlio resolveu deixar o Sul e mudar-se para Franca, junto a Claudete. Aprendemos muito vendo o profissionalismo sério dele, enfrentando situações sem desistir jamais. Certa feita Júlio nos perguntou se aceitaríamos ser seu sócio na Gateway International. De pronto, dissemos que não tínhamos condições financeiras. Nunca nos esqueceremos do que ele disse: ‘Toninho, te perguntei se você que ser meu sócio e não falei em dinheiro’. Dessa forma tivemos o privilégio de nos associarmos, como fundador da Gateway. Posteriormente fui trabalhar na U. S. Shoe Co., e deixamos a promissora empresa fundada por ele. Esse é o Júlio decidido e ousado que, em nossa humilde opinião, tornou-se marco divisor entre o amadorismo reinante em Franca até a sua chegada, e o início da verdadeira profissionalização da indústria exportadora francana.
Toninho Menezes
advogado, professor universitário - toninhomenezes@netsite.com.br
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.