Festa da Sagrada Família


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Neste domingo, tempo litúrgico do Natal, a Igreja Católica celebra solenemente a Sagrada Família, Jesus, Maria e José, modelo para todas as famílias do mundo. Os textos sagrados reservados para hoje são Eclesiástico 3 (Primeira Leitura), Colossenses 3 (Segunda Leitura), Lucas 2 (Evangelho).

Primeira Leitura — Eclesiástico 3: O livro de Sirac ou Eclesiástico é um livro do Antigo Testamento que contém conselhos úteis para todas as situações da vida. O trecho de hoje fala dos deveres dos filhos em relação aos pais: ‘honrá-los’. É comovedora a recomendação ao filho, de cuidar do próprio pai quando envelhecer. Há ainda um outro sentido. Na língua de Jesus, ‘honrar’ quer dizer ‘ter importância’. ‘Honrado’ é aquele ‘a quem se atribui importância’. Perguntem-se então os filhos: ‘Dou eu importância às palavras, desejos, carinho, à vida dos meus pais?’ Por sua vez, os pais devem pergunta-se ‘nossos conselhos, exortações, comportamento, merecem consideração?’

É agradável a Deus o amor dos filhos para com os pais. Há inumeráveis promessas de bênçãos dirigidas aos que dedicam desvelo ao pai e à mãe: acumulam tesouros diante de Deus, quando orar são atendidos, têm uma vida longa e, se cometem pecados, lhes são perdoados.

Segunda leitura — Colossenses 3: A roupa é importante na nossa vida: é como o prolongamento do nosso corpo: revela gostos e sentimentos, manifesta se estamos alegres ou tristes. São Paulo ensina que cristãos devem vestir-se com roupas, agradáveis aos olhos de todos: ‘Revesti-vos de sentimentos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de paciência, de tolerância, de perdão recíproco.”

Também é preciso cingir-se com cinto que dê toque de distinção e perfeição: caridade, postura de serviço ao irmão, disponibilidade para sacrificar-se por ele. Essas roupas devem ser mantida dia e noite, nunca se pode tirá-la. Na segunda parte, Paulo aplica a lei do amor às relações entre os membros da família cristã. São indicados meios para conseguir entendimento: oração em comum, diálogo e exortações recíprocas. Os últimos versículos contêm recomendações condensadas: obedeçam os filhos aos pais, mas estes não exasperem os filhos com atitudes egoístas, exaltadas.

Evangelho — Lucas 2: Todos os primogênitos, homens e animais deviam ser oferecidos ao Senhor. Os pais de Jesus se submetem. Pais se preocupam em dar boa educação, instrução, profissão e posição social elevada aos filhos, mas não é suficiente. Têm outra importante missão: consagrar os filhos a Deus. A segunda parte tem a essência do evangelho de hoje. Apresenta o velho Simeão tomando o Menino dos braços dos pais e o oferecendo a todos os homens, afirmando: ‘este Menino está destinado a levar a salvação a todos os povos e a ser luz para todas as nações’. Simeão não pensa em si mesmo, mas na humanidade, na alegria dos homens quando o Reino de Deus se firmar. Sua profecia apresenta Jesus também como sinal de contradição. Perante Cristo todos são obrigados a definir-se pelo sim ou pelo não.

A terceira parte apresenta outro idoso, a profetisa Ana, da tribo de Aser. Aser, em hebraico, significa feliz. Ana é pobre mas é feliz porque encontrou o Messias. Teve um único amor. Viveu o luto da viuvez até o dia em que reconheceu em Jesus, seu Senhor. Alegrou-se como esposa que reencontra o esposo. Idosos não são inúteis: podem realizar serviço simples para os irmãos. O de Ana foi falar de Jesus a todos que procuravam motivo para manter esperança. A última parte reflete sobre a educação de Jesus, que cresceu como todos os meninos de seu vilarejo, mesmo sendo Deus. Aceitou a condição humana e compartilhou as experiências dos homens.


Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br 

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