Já estamos mais próximos do Natal. A Palavra de Deus nos convida a experimentar a alegria daqueles que são salvos. Eís as sagradas leituras reservadas para este domingo: Isaías 61 (Primeira Leitura), 1º Tessalonicenses 5 (Segunda Leitura), João 1 (Evangelho). Vejamos o que contêm em ensinamentos para a vivência de nossa vida, em busca permanente da Luz Divina.
Primeira Leitura — Isaías 61: O rei Ciro conquista a Babilônia e concede a estrangeiros que lá residem autorização para que voltem às suas casas. Os que os recebem os fazem com apatia e hostilidade. Surge, então, profeta que se apresenta aos desanimados e alquebrados e lhes anuncia que veio para transmitir coragem e esperança a quem tem o coração abatido e proclamar um ano de graça do Senhor.
Pequenas mudanças ocorrem, mas injustiças, corrupção de chefes e prepotência de ricos continuam. O povo tem boas razões para, de novo, desanimar, mas não o faz. Têm certeza que as promessas do Senhor se realizarão, ainda que não imediatamente. Começam, então, a esperar pela vinda do Messias. Essa persistência é lição para nós. Sinaliza o que nos acontece depois de permanecermos escravos do pecado por longos anos e, finalmente, retornarmos a Deus. Reconstruir uma vida arruinada é difícil. O pecado deixa marcas profundas e graves no ser humano.
Segunda leitura — 1º Tessalonicenses 5: O trecho constitui a última parte da Carta aos cristãos de Tessalônica. Contém exortações preciosas sobre a vida comunitária. A primeira: ‘Vivei sempre contentes’. A alegria é um dos sinais característicos da presença do Espírito de Deus no coração de um homem.
O que significa ser alegre? Todos aspiram a felicidade. A maioria dos homens confunde com prazer, o prazer da bebida, das drogas, do adultério, da vida imoral. A leitura nos ensina onde nasce a verdadeira alegria: da oração! Antes de tudo, ‘rezai sem cessar, dai graças. Uma comunidade construída sobre princípios se torna ‘santa’, completamente diferente de outras associações e de qualquer outro grupo humano. Essa santificação é obra de Deus.
Evangelho — João 1: Na primeira parte da leitura o Batista é apresentado como aquele que ‘deve dar testemunho da luz’. De si mesmo ele disse: ‘Eu vim como luz do mundo’. Quem primeiro reconheceu e deu testemunho da luz de Cristo foi o Batista. Por que ele, e não outros? Por que ele, diversamente dos guias espirituais do povo de Israel, estava atento à palavra de Deus e ‘aos sinais dos tempos’. Um dia a luz de Deus será irradiada sobre todas as nossas escolhas e então será possível ver claramente quais foram sábias e quais não. Já agora, porém, gostaríamos de ver essa luz. Eis que o Batista no-la indica e dela dá testemunho: é Cristo! Quem abre o coração à sua luz nada deve temer: ela não desilude, sinaliza valores autênticos.
Na segunda parte fala-se de grupo de sacerdote e levitas que se apresenta ao Batista lhe perguntando quem é ele. Honesto, não se deixa seduzir por opiniões que correm sobre si. Não aceita honras ou títulos. Afirma não ser Cristo, nem Elias, nem um grande profeta. Define-se: ‘uma voz. nada mais’. O que é a voz? É conjunto de sons que transmite mensagem. O que acontece depois com a voz? Nada. Desaparece. Fica só a mensagem transmitida. Eis o que é o Batista: uma voz que dá testemunho da vinda da luz de Cristo ao mundo. Depois de cumprida a missão, desaparece, temendo que pessoas se interessem por ele.
Como é possível reconhecer em Cristo a luz da nossa vida? Pelo testemunho de alguém que fale, como fez o Batista. A fé, segundo Paulo, não nasce de raciocínios ou revelações privadas, mas da escuta da ‘voz’ de quem encontrou Cristo antes.
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
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