A lei do amor


| Tempo de leitura: 3 min
Neste dia do Senhor, ‘o domingo’, a Palavra de Deus nos ajuda a entender um mandamento antigo: o amor. Que a sabedoria de Deus nos auxilie neste bom propósito. As leituras sagradas reservadas para hoje são Êxodo 22 (Primeira Leitura), 1ª Tessalonicenses 1 (Segunda Leitura) e Mateus 22 (Evangelho).
 
Primeira Leitura — Êxodo 22: Antigamente não havia embaixadas para proteger cidadãos residentes no exterior. Abusar dos estrangeiros, submetê-los a trabalhos pesados e humilhantes, reduzi-los à escravidão, era praxe. Em Israel, não. A lei proibia praticar injustiças contra eles.Os israelitas sentiam-se solidários com estrangeiros porque, por séculos, passaram repetidamente pela experiência do exílio. Está na leitura: ‘não perturbarás o forasteiro, nem o oprimirás”. Continua o texto com o conselho de não maltratar a viúva e o órfão. São, também, pessoas desprotegidas: mulher sem o marido, filhos sem os pais, são vítimas fáceis de abusos. Em defesa deles, Deus se levanta. 
Eis o que ele ordena: ‘Se, no fim da messe no teu campo e deixares por esquecimento algum feixe, não voltarás para levá-lo. Deixá-lo-ás para o estrangeiro, o órfão e a viúva, a fim de que o Senhor teu Deus abençoe todas as empresas das tuas mãos’. Os dois últimos casos citados na leitura, são os do pobre, obrigado a pedir empréstimo, e o de quem, para não morrer de fome, deve dar, em garantia a própria roupa. Deus proíbe empréstimo a juros e recomenda não causar sofrimento a esses. Não há quem se aproveite dos mais fracos, pobres, menos protegidos, dos que estão na miséria, para roubar, enganar e enriquecer-se?
 
Segunda leitura — 1ª Tessalonicenses 1 Paulo manifesta estima pela comunidade de Tessalônica. Afirma que seus membros se tornaram tão bons a ponto de serem citados como exemplo às demais comunidades. Há dois ensinamentos importantes. O primeiro, sobre laços, conhecimento recíproco entre as várias comunidades cristãs. É indispensável que troquem experiências, discutam seus problemas e se animem para permanecerem fieis a Cristo. O segundo ensinamento se refere aos meios usados na difusão do Evangelho. Em poucos anos (exatamente 21), o Evangelho já tinha se difundido a todo o Império Romano.
A fé não é verdade para ser demonstrada, ou produto para ser vendido. É adesão livre. Quem se sente inundar de alegria quando descobre o Evangelho também sente necessidade irresistível de comunicar sua experiência. É desse testemunho que nasce, em quem escuta, a necessidade de se aproximar de Cristo e de responder ‘sim’ ao chamado de Deus. 
 
Evangelho — Mateus 22: Os rabinos do tempo de Jesus, estudando a Bíblia, compuseram lista de mandamentos nela contidos. Estimavam o conjunto de preceitos em 613. Desses, 365 eram proibições, e 248, ações a serem cumpridas. Ensinavam que esses mandamentos tinham a mesma importância e eram obrigatórios. Discutia-se,entretanto, qual o primeiro, o maior de todos. Estimaram que eram o ‘amar a Deus sobre todas as coisas’, e o segundo, ‘amar o próximo com a si mesmo’. 
O que significa amar o próximo todos nós sabemos, mas como se faz para amar a Deus? Os judeus pensavam que ‘amar a Deus’ quisesse dizer oferenda de sacrifício e orações. Mas, não há outro modo de amar a Deus? Nós, homens, não conseguimos alcançá-lo diretamente e só podemos fazê-lo através dos seus filhos. Podemos amá-lo somente amando o próximo. Por causa disso Jesus uniu esses dois mandamentos. Os momentos de oração servem para que nos mantenhamos na disposição de cumprir em cada momento a vontade do Pai. Então, para amar a Deus é preciso ter disponibilidade para responder às necessidades do irmão em qualquer eventualidade. 
 
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários