Seduzidos por Cristo


| Tempo de leitura: 3 min
Com a graça de Deus estamos vivendo um novo domingo, e Ele nos fala por meio da sua Palavra proclamada nas Missas. As leituras sagradas para hoje são Jeremias 20 (Primeira Leitura), Romanos 12 (Segunda Leitura) e Mateus 16 (Evangelho). Vamos aos ensinamentos. 
 
Primeira Leitura — Jeremias 20: Jeremias, o profeta que confiou em Deus, obteve, como resultado, dissabores, contrariedades, perseguições. Reclama do fracasso de sua missão e se queixa. Fora convocado por Deus para denunciar a desastrosa condição do povo, e ameaçar com destruição, se não houvesse conversão. Suas palavras caem no vazio e provocam violenta perseguição contra ele. Também o povo se irrita, e pede sua morte. 
Esses acontecimentos perturbaram profundamente sua vida e abalaram seu equilíbrio psicológico. É a hora em que ergue para Deus e se queixa. Em seu desespero, exclama: ‘Não pensarei mais em Deus! Não quero mais pronunciar o seu nome!’, mas o Senhor tinha acendido fogo ardente em seu coração, que não se podia apagar. A experiência de Jeremias se repete em todos que se deixam seduzir por Deus, e aceitam cumprir missão. É inevitável que encontrem sofrimentos e perseguições.
 
Segunda Leitura — Romanos 12: Que interesse Deus pode ter com celebrações sem obras de caridade? Profetas, e o próprio Jesus disseram que Deus ‘quer obras de amor, não práticas de culto’. A nova maneira de louvar a Deus é o sacrifício da própria vida oferecida aos irmãos. Essa afirmação de Paulo é muito importante. Se nossas liturgias não forem a celebração de vida de amor, nossa religião é completamente vazia. Paulo exorta cristãos a não se conformarem com a maneira de pensar do povo. É muito fácil ao cristão deixar-se influenciar pela opinião pública mas é preciso saber discernir que comportamento agrada a Deus, ainda que não seja agradável aos homens. 
 
Evangelho — Mateus 16: Domingo passado, Pedro proferiu profissão de fé em Cristo. Como todos, os discípulos imaginam que o Messias seja rei glorioso, dominador, mas não é esse o plano de Deus. A primeira parte do Evangelho apresenta Jesus corrigindo essa mentalidade. Afirma que está para subir a Jerusalém não para tomar o poder, mas para dar a vida. Ao ouvir, Pedro não consegue aceitar a idéia de que o Messias possa ser humilhado. Sempre ouviu dizer que jamais seria ele derrotado, que destruiria os inimigos de Israel. É fácil observar aqui o paralelismo com o Evangelho do domingo passado. Quando Pedro ouve a revelação do Pai, aceita seu desígnio de salvação e professa fé em Jesus, torna-se pedra viva da Igreja. Quando segue a maneira de pensar dos homens, se torna pedra que provoca tropeço. 
Jesus apresenta, então, as condições para segui-lo. Escolhe o caminho da cruz, do dom de si, e seu seguidor não pode esperar caminho diferente. Eis as condições: ‘renegue a si mesmo e tome a sua cruz’. 
Ao cristão se pede para não pensar nem um pouco no próprio prazer ou interesse, e sim, exclusivamente, nas necessidades do irmão. São elas que determinam suas escolhas. A cruz é a meta, expressão máxima do seu amor. ‘Tomar a sua cruz’ quer dizer seguir o caminho que ele percorreu, enfrentar, se necessário, a perseguição e a morte para permanecer fiel ao Evangelho. 
Quem doa a própria vida não a perde, mas a ganha. A vida passa depressa, é transitória, frágil. Não vale a pena, agarrar-se a ela como se fosse eterna, pois não é a vida definitiva. 
O que poderá levar consigo o homem ao fim da sua vida: dinheiro, prazeres, vitórias, títulos, honras? Não! Só lhe restará o amor que tiver sabido dar. 
 
 
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catederal, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários