A Igreja Católica celebra a Assunção de Nossa Senhora, isto é, sua volta em corpo e alma para os céus. No mês rezamos pelas Vocações Religiosas. Vamos aos ensinamentos de Deus contidos nos textos sagrados reservados para hoje: Apocalipse 11 (Primeira Leitura), 1ª Cor. 15 (Segunda Leitura) e Lucas 1 (Evangelho).
Primeira Leitura — Apocalipse 11: A Maria do evangelho é próxima de nós: percorreu caminho de fé obscuro, não entendeu, e pediu explicações ao anjo. Maravilhou-se com o que dizia de seu filho mas, em várias ocasiões, não entendeu as escolhas de Jesus. O desígnio de Deus a respeito dela e seu filho permaneceu, para ela, velado até que chegou a Páscoa. A cena é grandiosa. No céu, dois sinais. Num, ‘mulher revestida de sol, lua sob seus pés e, sobre a cabeça, coroa de doze estrelas’. Noutro, ‘enorme dragão vermelho, serpente avermelhada de sangue, de força capaz de arrastar do céu um terço das estrelas’. A mulher, grávida, grita por causa das dores do parto e dá à luz um filho. O dragão coloca-se para devorar o recém-nascido porque sabe que ‘está destinado a governar todas as nações com cetro de ferro’. A mulher parecia vencida, mas Deus intervém: toma o filho e o transporta para o céu, enquanto a mulher busca refúgio no deserto’.
Quem são esses? O ‘menino’ é Cristo. A mulher representa a comunidade de Israel e é a esse povo que se referem as dozes estrelas. O sol indica a glória divina que cobre esse povo. O dragão simboliza o mal, forças contrárias à salvação, o inimigo de Deus e de seu plano de amor. Essas forças se atiram contra ‘o Messias’ desde o dia do seu nascimento — não o acontecido em Belém, mas sim, o dia em Jesus de Nazaré sai do sepulcro, revelando-se o Cristo, o Messias. O dragão está vencido, mas se debate, atirando sobre a terra um terço das estrelas do céu. As estrelas representam os cristãos do tempo de João que não se mantiveram fiéis à fé e não resistiram às tentações do maligno. A mulher que foge e procura refúgio no deserto é a Igreja. O canto final Agora chegou a salvação é convite à esperança. Não obstante o imenso poder das forças do mal, o dragão foi vencido, e pelo ‘poder de Cristo’, está incapacitado de causar mal.
Segunda Leitura — 1ª Cor. 15: O trecho quer ajudar na compreender do significado da vitória de Cristo sobre a morte. O que entende Paulo com a expressão ‘inimigos a serem submetidos?’ Os inimigos de Deus não são os homens, mas formas de morte: fome, nudez, doença, ignorância, escravidão, medo, egoísmo, pecado. Quando essas potências do mal forem destruídas, Cristo entregará ao Pai o seu Reino, que durará por toda a eternidade.
Evangelho — Lucas 1: Maria é proclamada ‘bem-aventurada’ porque acreditou nas palavras do Senhor. Quantas promessas Deus fez pela boca dos profetas! Quando, porém, demoraram para realizar-se, os homens duvidaram. Preferiram confiar em si mesmos e acabaram por ir ao encontro de insucessos. Maria, ao invés, é ‘bem-aventurada’ porque confiou em Deus, que, não obstante as aparências contrárias, a palavra se cumpriria.
‘Bem-aventurada és tu que creste’. É essa a primeira bem-aventurança que se encontra no evangelho de Lucas. A mesma bem-aventurança, encontramo-la também no fim. O Ressuscitado a dirige a Tomé: ‘Felizes os que crêem sem ter visto’. A fé autêntica de Maria não necessita verificações, mas funda-se na adesão incondicional à própria Palavra. Não é fácil acreditar especialmente quando procedemos contra nosso ‘bom senso’. É preciso coragem para crer que se realizarão as promessas feitas por Deus aos construtores da paz, aos que ofereceram a outra face, a quem não se vinga, a quem dá a vida por amor. Maria nos ensina que vale a pena confiar.
Monsenhor José Geraldo Segantin, pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
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