A cerimônia de abertura de Copas do Mundo é um acontecimento secundário ao evento principal e não ficam marcadas na memória do torcedor, pois o que realmente o público quer é o início dos jogos. No Brasil, conforme divulgação, o ápice da abertura seria o chute na bola dado por um jovem paraplégico, com a ajuda de um exoesqueleto (uma estrutura metálica que dá sustentação e reage a comandos do cérebro).
Infelizmente, a tecnologia produzida por um neurocientista brasileiro foi praticamente ignorada pela transmissão oficial. Posteriormente foi reconhecido que a cena não recebeu o destaque merecido, tentaram corrigir, mas os detalhes ficaram restritos à transmissão do Brasil. A festa brasileira — que consumiu recursos de aproximadamente R$ 17 milhões de reais, bancada pelo Comitê Organizador Local — dirigida pela belga Daphne Cornez, não comprometeu, porém não será lembrada, visto não ter apresentado nada de marcante, de especial, pois não foi aquilo que todos nós esperávamos, acostumados que estamos com a exuberância de nossas riquíssimas manifestações populares e culturais.
Eram poucos dançarinos e não preencheram os espaços de uma coreografia ‘merreca’, como disse o apresentador Fausto Silva. Aguardávamos alguma surpresa, principalmente pelos espetáculos carnavalescos que produzimos no país, e que sempre deixam marcas através de costumeira ousadia. Com todo respeito, parece que a belga estava mais preocupada em agradar os estrangeiros do que propriamente a nós, anfitriões brasileiros. O ditado é certo: ‘Santo de casa não faz milagre’, mas talvez a lição seja assimilada e a ‘festa merreca’ não se repita nas Olimpíadas de 2016.
PROIBIÇÃO DE DESCONTO EM SALÁRIO: O senador Jorge Viana (PT-AC) apresentou projeto (PLS-210/2014) que acrescenta o inciso ao artigo 473, da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), para impedir desconto no salário do trabalhador em caso de paralisação do transporte público que inviabilize seu deslocamento até o trabalho. Há outras questões que não analisaremos. Goste ou não, nossos últimos governantes deixaram projetos para o transporte público nos palanques, nunca colocando em prática. Agora querem ‘jogar a conta’, de novo, nas costas de empregadores que já arcam com carga tributária elevadíssima. Somente políticos não percebem que vivemos grandes dificuldades econômicas e nosso parque industrial não consegue ser competitivo, pois exporta mais impostos que produtos!
Transporte público é serviço essencial, não pode sofrer solução de continuidade. Porém, greves, aqui, se tornaram sinônimo de ‘balburdia’, ‘arruaça’, ‘vandalismo’, sem nenhuma providência enérgica do Estado. Basta ver que seus líderes não respeitam decisões judiciais, que a propósito, deveriam bloquear repasses a sindicatos quando houvesse descumprimentos de determinações judiciais. Sugerimos que políticos deixem de fazer de seus mandatos ‘balcão de negócios’ e procurem responsabilizar o Estado omisso em relação aserviços essenciais que estão relegados a segundo plano.
AUMENTO NOS REPASSES DO FPM: Atualmente a Constituição estabelece que municípios dividam o percentual de 22,5% do imposto de renda e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), além de 1% entregue nos dez primeiros dias de dezembro, totalizando 23,5% de repasse ao FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Está em trâmite projeto que altera o repasse total para 25,5%. A CNM (Confederação Nacional dos Municípios) conta como uma grande conquista. Porém, para nós analistas políticos, a fatia deveria ser muito maior, pois nós, cidadãos, moramos nos municípios que se encontram sem recursos enquanto o Estado, que é uma ficção, consome a maior parte de todo dinheiro arrecadado. E ponto final!
Toninho Menezes
advogado, professor universitário - toninhomenezes@netsite.com.br
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