Santíssima Trindade


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Deus Pai, Filho e Espírito Santo: a unidade na Trindade, é o que, hoje, celebramos. Deus não é dividido; é um só que se revela por meio de três pessoas e convida-nos a viver a ‘Comunhão’. A Palavra de Deus vem para nos ensinar este ‘mistério de Amor’. As leituras sagradas reservadas para hoje são Ex. 34 (Primeira Leitura), 2 Cor 13 (Segunda Leitura), João 3 (Evangelho).
 
Primeira Leitura — Ex. 34: Hoje é o Domingo da Trindade. Não é suficiente saber se alguém acredita em Deus, é preciso verificar em que tipo de Deus ele acredita. Temos que purificar nosso coração das falsas imagens de Deus. O Deus cristão não é solitário, é familiar. Em Gênesis ele começa a falar, mas é só no fim do Livro do Òxodo que faz ampla apresentação de si mesmo. Moisés lhe pediu que mostrasse sua face, e o Senhor lhe respondeu: ‘Tu não podes ver a minha face, porque nenhum homem pode me ver e continuar vivendo’, mas, para responder a esse desejo, Deus diz: ‘Eu sou o Deus clemente e cheio de compaixão, paciente, misericordioso e fiel, que conserva a sua misericórdia até a milésima geração, que perdoa culpas, delitos e pecados’. É Pai que cuida com ternura dos filhos. Nunca castiga. Ama a todos, até o maior dos pecadores. É o pecado que castiga o homem.
 
Segunda Leitura — 2 Cor 13: É o fim da segunda carta de Paulo aos cristãos de Corinto. Tem expressões doces, ternas, como devem ser as dos que participaram de responsabilidades dentro das comunidades. Ameaças, palavras duras e ofensivas, ‘terrorismo’ espiritual que incutem medo, não favorecem o amor a Deus e a irmãos, menos ainda causam felicidade. Paulo fala da alegria, o primeiro sinal da chegada do Reino de Deus no coração de um homem: ‘Irmãos, ficai alegres, vivei em Paz e em harmonia’. É este o resultado da descoberta da verdadeira face de Deus. 
Paulo saúda os cristãos de Corinto: ‘A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco’. Com esta fórmula, Paulo lembra que o Pai é aquele que tomou a iniciativa de salvar os homens, destinando-os à felicidade eterna. O Filho é aquele que cumpriu a obra de salvação com a sua vinda ao mundo e a sua fidelidade até a morte. O Espírito, o amor que une o Pai com o Filho, é o que foi infundido no coração de todos os cristãos no Batismo. 
 
Evangelho — João 3: O Evangelho tem só três versículos. Destinam-se a ajudar na descoberta da nova face de Deus, face serena que inunda de alegria. O primeiro versículo diz: ‘Deus de tal forma amou o mundo que lhe deu seu Filho Unigênito, para que, todos os que crerem nele, não morram, mas tenham vida eterna”. Estas palavras de Jesus ajudam na compreensão da face de Deus. Não é somente o Senhor misericordioso, clemente, compassivo. É alguém que ama os homens a ponto de se tornar um deles. O segundo versículo afirma: ‘Deus não enviou seu Filho ao mundo para julgar, mas para que o mundo seja salvo por meio dele’. O Deus do Evangelho, o Deus que Jesus nos ensinou a chamar de Pai, é o que ama o homem pecador. Não o pecador que se converteu, mas aquele que continua pecador. O que fazem pai e mãe que têm filho mau? Não perdem nunca a esperança de encontrar caminho para recuperá-lo. O terceiro versículo diz: ‘Quem não crê já está condenado”. Esclarece a responsabilidade do homem diante do amor de Deus. O homem deve responder com ‘sim’, imediatamente. Cada instante passado no pecado é condenação à infelicidade. 
João afirma que o juízo não será feito por Deus no fim dos tempos: é o próprio homem que hoje o pronuncia sobre si mesmo quando recusa a proposta de amor que Deus apresenta mediante sua palavra. Este é o ‘juízo’. Quando ao juízo final, será juízo de salvação para todos. 
 
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
 

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