Com a graça de Deus estamos vivendo mais um domingo, o dia santificado do Senhor. Vamos aos textos sagrados reservados para hoje, e ao que eles encerram de ensinamentos para nossa vida própria e em comunidade: Atos dos Apóstolos, 8 (Primeira Leitura), 1ª Carta de Pedro 3 (Segunda Leitura), João 14 (Evangelho).
Primeira Leitura — Atos dos Apóstolos, 8: Durante os primeiros anos após a morte de Jesus, a Igreja não se amplia além de Jerusalém. Os apóstolos não tinham entendido que o Evangelho deveria ser anunciado ao mundo inteiro. A abertura para a universalidade é provocada pela perseguição contra a jovem comunidade após a morte de Estêvão.
Cristãos perseguidos fogem de Jerusalém e se dispersam. Alguns se refugiam na casa de parentes ou amigos na Síria ou em outras províncias do Império Romano. Onde cheguem, anunciam a irmãos judeus a Boa Nova da ressurreição de Cristo. Em Antioquia, alguém começa a falar de Jesus também a pagãos. A partir deste momento a Igreja deixa de estar ligada só a Israel, e começa a abrir-se também a não são descendentes de Abraão. A leitura de hoje narra o que ocorreu com Filipe. É um helenista, e para não ter o mesmo fim de Estêvão, foge para o norte, em direção a Samaria. Chegando, começa a pregar e batizar os que aderiam à fé. A vida das pessoas se transforma e todos ficam repletos de alegria. Por que motivo se narra este fato? Para dar a entender que as novas comunidades surgem em qualquer lugar, espontaneamente, lá onde se anuncia o Evangelho. Entretanto não podem crescer ou desenvolvem-se de forma independente. É necessário que estabeleçam laços de comunhão com a Igreja universal.
Segunda leitura — 1 Carta de Pedro 3: Pedro exorta os cristãos para não desanimarem diante da perseguição que começou e que, com maior ou menor violência, durará mais ou menos 250 anos. O que fazer? Antes de mais, sentir o Cristo perto de si, ‘no próprio coração’. Não é contra os discípulos que se desencadeia o ódio, mas contra o Senhor. Além do mais os cristãos devem sempre estar preparados para responder a todos os que lhes perguntarem o motivo de esperança que os anima. Pedro continua apresentando também a como devem ser dadas as respostas. Os cristãos não podem, por motivo nenhum, usar palavras ofensivas e duras, nunca devem ser polêmicos ou agressivos, somente utilizar palavras suaves e mostrar grande respeito e grande amor é que poderão criar disposições favoráveis.
Evangelho — João 14: O Evangelho de hoje é parte dos ‘discursos de despedida’ de Jesus, na última Ceia. Os discípulos entendem que Jesus está prestes a deixá-los, estão tristes e se perguntam como será possível permanecer unidos a ele, continuar amando-o, se vai embora. Jesus promete não deixá-los sós, sem proteção e sem guia. Diz-lhes que pedirá ao Pai para lhes enviar seu Espírito, que permanecerá para sempre com eles. O Espírito recebe, no evangelho de hoje, dois nomes. É chamado ‘paráclito’ e ‘Espírito da Verdade’. São suas duas funções em relação aos crentes. O primeiro título, paráclito, é tomado da linguagem dos tribunais e quer dizer: aquele que é chamado ao lado. O sentido deste primeiro título atribuído ao Espírito é, portanto, o de ‘protetor dos discípulos’. O segundo, Espírito da Verdade, significando duas coisas: a ‘verdade’, para o evangelista João, indica o próprio Deus, que se manifesta em Jesus. O segundo significado diz respeito às novidades introduzidas pelo Espírito. Tem a missão de introduzir o discípulo na descoberta de toda a verdade. Não dirá nada de novo ou contra Jesus, ajudará a descobrir até o fundo e às últimas conseqüências, a mensagem de Cristo.
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
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