Ao grande estadista francês Charles de Gaulle, é atribuída a frase: ‘O Brasil não é um país sério’, dita em 1963 durante conflito pesqueiro entre nosso país e o dele, e que ficou conhecido com a Guerra da Lagosta. Em nossa opinião, tenha sido ele ou seja lá quem for, expressa bem a realidade brasileira.
Nos últimos dias circula na Internet, artigo que diz transcrever a matéria ‘O mundial do medo’, veiculada pela France Football sobre a Copa 2014 no Brasil.
Pinçamos parte dos comentários. Permitem refletir sobre como o brasileiro é visto mundo afora:
‘A FIFA não pediu ao Brasil para sediar a Copa, foi o Brasil que procurou a FIFA e propôs. A corrupção no Brasil é endêmica, do povo ao governo. A burocracia é cultural, tudo precisa ser carimbado, gerando milhões para cartórios. Tudo se desenvolve à base de propina. O alto escalão do governo Lula está preso por corrupção, mas artistas e grande parte da população acham que são honestos, e fazem campanhas para recolher dinheiro para eles.’ A culpa sempre é dos outros. O brasileiro não tem culpa de nada.
‘A carga tributária do Brasil é altíssima, maior que a da França, e os serviços públicos são péssimos comparáveis aos do Congo, mas o brasileiro médio pensa que mora na Suíça’. O Brasil pleiteava cadeira no Conselho de Segurança da ONU, para sentar-se ao lado da França, mas devido a alinhar-se com ditaduras, a França se manifestou contraria. A presidente brasileira parece estar alienada da realidade e diz que será o melhor mundial de todos os tempos, melhor que o do Japão, dos EUA, da França, da Alemanha. Só ela pensa assim. Na FIFA, se fala no maior erro estratégico da história da instituição’.
‘Ano passado, brasileiros saíram às ruas para se manifestar. Pela primeira vez se viu movimento assim num país acostumado à inércia, mas o governo disse que eram baderneiros e reprimiu com violência. Dois mortos, mais de dois mil feridos, mais de duas mil prisões, e ninguém responsabilizado... Há um movimento chamado ‘Black Bloc’, que ameaça revidar a violência do governo. Há um #hashtag que já foi repetido mais de quinhentos milhões de vezes nas redes sociais e ameaça #naovaitercopa. Os próprios brasileiros pedem para estrangeiros não irem ao Brasil. O governo brasileiro acaba de gastar 400 milhões de Euros com armas para a polícia, e disse estar disposto a colocar o exército na rua para proteger a Copa contra os... brasileiros(?!). Isso mesmo, o governo está ameaçando seu próprio povo’.
‘A França teve apenas 3 anos, e finalizou as obras 1 ano e 2 meses antes. A África do Sul teve 5 anos e terminou com 5 meses de antecedência. Há poucos dias da Copa, o Brasil ainda tem que fazer 15% do previsto. O custo do ‘Stade de France’ foi de 280 milhões de Euros (o mais caro da França), uma vergonha se comparado ao ‘Olimpiastadium’ sede da final da Copa da Alemanha em 2006, que consumiu menos de 140 milhões de Euros. Mas perto do Brasil isso não é nada. Cada estádio custa em média, meio bilhão de Euros. O dinheiro sai do bolso do brasileiro. Tudo é financiado com recursos públicos. Na França, tudo foi financiado com recursos privados’.
‘Em 2007 o Brasil construiu estádio para o Pan-Americano do Rio. Era tão ruim que não durou nem seis anos. Hoje está interditado e não recebe mais jogos. Detalhe: custou mais de 150 milhões de Euros (mais que o estádio do Olympic de Marseille), e hoje serve de ninho para pombos. Na França, os estádios são multiuso, servem para competições olímpicas, jogos de rugby, e são centro de lazer com lojas, restaurantes e estacionamento nos outros dias da semana. No Brasil são usados só para jogos.Em Brasília estão construindo um estádio para 68 mil pessoas, sendo que o time local está na quarta divisão do campeonato brasileiro e tem média de público de 600 pagantes. Tudo com financiamento público’. (Continuaremos na próxima semana...)
Toninho Menezes
advogado, professor universitário - toninhomenezes@netsite.com.br
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