Os discípulos de Emaús


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A catequese central da liturgia do terceiro domingo da Páscoa vem por meio da experiência que os discípulos de Jesus que moravam no povoado de Emaús viveram com Ele, agora ressuscitado. Vamos refletir sobre  os belos ensinamentos contidos nas Palavras Sagradas reservadas para este domingo: Atos 2 (Primeira Leitura), 1 Pedro 1 (Segunda Leitura) e, Lucas 24 (Evangelho).
 
Primeira Leitura: Atos 2: Também hoje, como no dia de Páscoa, a primeira leitura nos apresenta um trecho tirado do discurso de Pedro. A forma como Jesus terminou sua vida provoca escândalo. Como é possível que um justo tenha acabado assim?
Pedro responde que a morte de Cristo estava totalmente enquadrado no plano de Deus. O que para os olhos dos homens foi uma humilhação, uma ignomínia, aos olhos de Deus é uma vitória. 
Neste ponto Pedro usa uma expressão muito forte. Diz que  Deus obrigou a morte a dar à luz. Deus interveio para libertar Cristo da morte, e assim, causou o seu nascimento. 
Este é o maior prodígio através do qual Deus revelou o seu poder: do seio da morte trouxe a vida. 
 
Segunda Leitura: 1pedro 1: Continua a catequese do batismo, iniciada no domingo passado. Pedro diz aos recém-batizados: agora vós podeis chamar a Deus de ‘Pai’, porque dele recebestes uma vida nova. 
Esta é uma realidade maravilhosa, mas comporta também uma grave advertência; sempre será preciso que a vida  se adapte a essa nova condição. Deus, de fato, não faz acepção de pessoas. Diante do Pai,  o que tem valor é somente o que se faz.
 O cordeiro pascal, branco, sem manchas e sem defeitos, que o povo de Israel sacrificava durante a celebração da Páscoa, cordeiro que com seu sangue salvara os israelitas no Egito, era somente uma imagem de Jesus. 
É Jesus o verdadeiro Cordeiro sem mancha, é o seu sangue que resgata os homens do mal.
 
Evangelho Lc 24: Dois discípulos de Jesus dirigiram-se a Jerusalém para celebrar a Páscoa e foram testemunhas de fatos dramáticos: o seu Mestre, um profeta poderoso em obras e palavras, foi condenado à morte. 
Passados os dias daquela triste solenidade, eles se preparam para voltar para Emaús quando, logo de manhã cedo, alguém correu para eles com notícias profundamente  perturbadoras: o sepulcro de Jesus foi encontrado vazio, algumas mulheres afirmam ter visto uma aparição de anjos e se afirma que Jesus está vivo.
Ao longo do caminho se aproxima deles um viajante que declara não conhecer o que aconteceu naqueles dias na cidade santa. 
Eles lhe expõem o seu drama: esperavam que Jesus fosse o Messias, mas foi morto. O desconhecido começa então a explicar, através das Escrituras, que tudo o que havia acontecido estava no plano de Deus. 
Chegados ao vilarejo para onde se dirigiam, sentam-se à mesa e no instante em que o misterioso viajante parte o pão, eles o reconhecem: é o Mestre. 
Sem demora se levantam e voltam a Jerusalém para anunciar aos irmãos a alegre nova: Jesus está vivo. A narração dos discípulos de Emaús talvez seja a página mais linda de todos os Evangelhos. Ao lê-la, a gente se sente como que transportado para um mundo de sonho. 
 
 
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral e vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br

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