Dois grandes santos


| Tempo de leitura: 3 min
A Igreja celebra, hoje, o Domingo da Misericórdia. O título para este domingo foi dado pelo Papa João Paulo II. A Igreja também está em festas, pois, o papa Francisco canoniza, declara santos, os Papas João XXIII e João Paulo II. Hoje vou interromper as meditações sobre a Palavra de Deus do domingo para relatar, de forma resumida, a história destes santos papas, ou, papas santos. 
 
JOÃO XXIII: Seu nome era Giuseppe Roncalli. Nasceu em 25 de novembro de 1881 em Sotto Il Monte, Itália. Foi ordenado sacerdote em 1904. Na Segunda Guerra salvou a vida de muitos judeus. Em 1953 foi nomeado cardeal e patriarca de Veneza. Eleito papa no dia 28 de outubro de 1958, aos 77 anos, escolhendo o nome de João XXIII. Com espírito de tolerância e ecumenismo, procurou dialogar e cooperar com outras crenças e religiões. Também se preocupou com a condição social de trabalhadores, pobres, órfãos e marginalizados. Apesar do curto pontificado, é considerado um dos mais populares e amados papas. A Santa Sé o caracteriza como ‘manso e atento, empreendedor e corajoso, simples e cordial”. 
 
Morreu de câncer estomacal em 03 de junho de 1963. Seu corpo está exposto na Basílica de São Pedro, em caixão de bronze e vidro, apresentando surpreendente grau de conservação. Foi beatificado pelo Papa João Paulo II, em 2000, após o Vaticano ter reconhecido a veracidade de cura milagrosa da freira italiana Caterina Capitani, curada de tumor no estômago por sua intercessão. Em 2013, o Papa Francisco, ao se referir a ele, disse: ‘apesar de a paz ser a sua característica externa, a disposição interior de João XXIII consistia na obediência. É nela que se encontra a raiz de sua santidade: sua obediência evangélica’.
 
JOÃO PAULO II: Karol Józef Wojtyla nasceu em região próxima a Cracóvia, em 18 de maio de 1920. Sua mãe faleceu quando ele tinha 8 anos. Foi ator, na adolescência. Após a morte do pai ingressou no Seminário de Cracóvia. Foi ordenado sacerdote em 1º de maio de 1946; nomeado bispo auxiliar de Cracóvia em 1958; e cardeal em 1967, pelo Papa Paulo VI. Em agosto de 1978, com a morte de Paulo VI, participou do conclave que elegeu o Papa João Paulo I, que faleceu após 33 dias de pontificado. Novo conclave, o elegeu. Adotou  o nome de João Paulo II, em homenagem ao antecessor. Seu pontificado foi o terceiro mais longo da história (26 anos). 
 
Esteve quatro vezes no Brasil, três oficiais e uma delas de passagem para a Argentina. Em 1984 criou a Jornada Mundial da Juventude para aproximar os jovens católicos. Em 13 de maio de 1981 sofreu tentativa de assassinato a bala. Afirmava que foi salvo pela intercessão da Virgem Maria. Em 12 de maio de 1982 sofreu segunda tentativa de assassinato, desta vez, a faca. Morreu em 02 de abril de 2005, sábado. Foi sepultado na Basílica de São Pedro. O Papa Bento XVI, seu sucessor, inspirado na fala das multidões durante o funeral — Santo Súbito (Santo imediatamente) — iniciou o processo de sua beatificação. Em 19 de dezembro o proclamou ‘venerável’. Um dos fatores decisivos da beatificação foi o relato da religiosa Marie Simon-Pierre, diagnosticada com Parkinson. Ela e outras irmãs pediram sua intercessão pela cura. Em 02 de junho, Marie Simon-Pierre sentiu inexplicável vontade de escrever. Ao fazê-lo, viu que estava curada. Médicos constataram que os sintomas da doença haviam desaparecido.
 
A canonização foi acelerada por milagre ocorrido no dia de sua beatificação. Floribeth Mora Díaz, da Costa Rica, tinha sofrido AVC considerado  irreversível. Com fortes dores de cabeça acompanhou, com a família, a beatificação de João Paulo II. Adormeceu e acordou sem as dores, conseguiu andar e falar. O milagre foi aprovado pela Congregação para a Causa dos Santos e atribuído a ele em 2 de julho de 2013. Três dias depois, o Papa Francisco aprovou o decreto, autorizando sua canonização. 
 
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral e vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários