A Semana Santa é semana do encontro com Cristo Ressuscitado. Nas celebrações recordamos os últimos acontecimentos da vida terrestre de Jesus de Nazaré. No domingo da Ressurreição celebramos dia pleno de alegria e esperança. Jesus Cristo é o vencedor da morte, convite à nossa ressurreição. Participe da Semana Santa em nossa Catedral.
Domingo de Ramos: A Igreja celebra no Domingo de Ramos a entrada simples mas triunfal de Jesus em Jerusalém. Os ramos acenados pelo povo eram demonstração de honra e veneração para com vencedores, governantes e, especialmente, ao rei.
Mantos estendidos significavam respeito e reconhecimento da autoridade da pessoa que passava. Corresponderia ao ‘tapete vermelho’ de hoje. As aclamações proferidas eram de louvor, inspiradas em hinos da época. O termo ‘Hosana’ significa ‘salve’, viva.
Quinta-feira Santa: Celebra-se a instituição da Eucaristia, instituida por Jesus ‘em memória da sua morte e da sua ressurreição’. Ordenou a seus apóstolos que a celebrassem até a sua volta, constituindo-os sacerdotes do Novo Testamento. Antes da ceia pascal Jesus lavou os pés de seus discípulos, causando-lhes surpresa e ensinando-os a fazer o mesmo que Ele fez.
Sexta-feira Santa: A igreja celebra a paixão (Mt 26, 36-27,31), a morte ( Mt 27.32-56) e o sepultamento (Mt 27,57-66) de Jesus. Crucificação sempre acontecia fora dos muros da cidade, para não torná-la impura (segundo a crença dos hebreus). O condenado carregava a travessa horizontal de sua cruz. O caminho, de aproximadamente seiscentos metros foi causa de tanto sofrimento que Jesus precisou de ajuda (Mt 27,32). A crucificação acontecia numa elevação chamada Gólgota, ou Calvário (Mt 27,33). Lá, Jesus foi despido e suas vestes foram divididas. Amarrado e pregado na cruz, agonizou ao lado outros dois condenados. Morreu na cruz porque foi coerente e perseverante para com a vontade do Pai e a inspiração do Espírito Santo, assumindo em tudo a condição humana, menos o pecado. Anunciou a boa nova até as últimas conseqüências. Amou-nos tanto que morreu por nós; Nele somos todos salvos.
Vigília Pascal e Páscoa: A ressurreição é o ato de passar pela morte sem ficar preso a ela. Apenas Jesus ressuscitou. Jesus e os apóstolos não ressuscitaram algumas pessoas? Não. Jesus e os apóstolos, no poder de Deus, reavivaram pessoas, as tiraram da morte. Depois de reavivadas, viveram por mais algum tempo e voltaram a morrer. Reavivar é fazer retornar à vida limitada e pecadora; ressuscitar é ultrapassar a morte, vencendo-a para sempre, e recebendo vida nova, diferente da limitada e pecadora. Todos vamos ressuscitar no final dos tempos. O próprio Jesus disse que só o Pai sabe quando se dará.
O que acontece conosco quando morremos? Quando morremos, nosso corpo é sepultado, e nossa alma vai ao encontro de Deus. É quando se da o juízo particular. Há reencarnação? Reencarnação é doutrina muito antiga, adotada pelo espiritismo, e crê que vivemos e morremos diversas vezes, reencarnado para outra vida, e assim sucessivamente, até que se alcance a perfeição.
Se assim fosse, a vinda de Cristo teria sido inútil, já que cada um conquistaria a salvação unicamente com seu próprio esforço, e não pelos méritos de Jesus. Não é possível acreditar na ressurreição e na reencarnação ao mesmo tempo porque são excludentes, isto é, uma afirma o que a outra nega. Cristãos acreditam na ressurreição! Quando ressuscitamos, reconhecemos parentes e amigos, mas a comunhão existente neste mundo será superada pela comunhão perfeita (sem pecado), na eternidade.
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral e vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
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