Insegurança total


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Em razão de ocorrências pelas quais passamos na última quarta-feira, olhando nossa casa pelo lado de fora começamos a analisar a situação dos cidadãos de bem hoje em dia, e concluímos também que estamos presos dentro de casa. No nosso caso, estar enjaulado de nada adiantou,. A ousadia e a certeza da impunidade estimulam mais e mais delinquentes no já saturado mundo do crime. Estamos, literalmente, presos pela tirania duma realidade sequer fustigada pela ação institucional de quem tem condição de mudar as coisas, sob o olhar compassivo dos que têm a missão, fundamental, de zelar pela preservação da vida em sociedade.

É triste, mas, infelizmente, no Brasil, crime compensa. Leis fracas, insuscetíveis de coibir ou desestimular crimes têm se sucedido, geradas por legisladores que dizem nos representar, mas que, no exercício de seus mandatos, não lutam para que projetos contra criminalidade, que estão parados há anos, sejam colocados em discussão e votação. Despreparados, não conseguem defender anseios dos cidadãos que os elegeram e que, a propósito, somente são lembrados em período eleitoral. A falta de punição e de efetiva segurança pública gera, no espírito do criminoso, a certeza da impunidade. O criminoso pratica o crime, sabendo que se for preso, vai rapidamente ser libertadp em razão de muitos benefícios legais e, principalmente, pela falta de estrutura estatal para o efetivo cumprimento da pena aplicada.

Nossos políticos parecem desconhecer ou esquecem-se que o Estado foi criado para ‘gerenciar’ a vida em sociedade, responsabilidade que lhes impõem estar atentos aos acontecimentos contrários a pacificação social que exijam a atualização de leis no intuito de conter, corrigir e punir abusos. A lei não pode ser frouxa. Há de ser tal que leve o infrator a pensar várias vezes antes de agir, porque sabe que será responsabilizado por seus atos. As consequências devem ser, no mínimo, proporcionais ao que praticou.

Muitos que desconhecem os meandros políticos da insegurança, aceitam argumentações de políticos que defendem ser a culpa de aumento da criminalidade, da polícia e do Poder Judiciário, quando na verdade, apesar da falta de estrutura da polícia, de uma forma geral, civil e militar exercem com galhardia as suas missões. Igualmente o Poder Judiciário que não pode ir além do que a lei prevê.

O certo é que a população não suporta mais. Se a lei é fraca e desatende aquilo que a sociedade clama e necessita, que os nossos representantes legislativos saíam da redoma em que se encastelaram e assumam a postura de defensores dos cidadãos tão necessitados de apoio. E não se esqueçam, caros leitores que as mudanças iniciam-se pelo Poder Legislativo (deputados e senadores). Ano que tem teremos eleições. Não vamos nos esquecer de promessas não cumpridas, principalmente da parte daqueles que buscam ser reeleitos.

No caso ocorrido conosco, não fosse pela atenção de vizinhos e o rápido e pronto atendimento da Polícia Militar, com certeza as consequências poderiam ser trágicas. Igualmente temos que elogiar o trabalho da polícia civil, através da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), que, rapidamente, se empenhou em identificar os criminosos. Enfim, enquanto nossos legisladores ‘dormirem em berço esplêndido’, à distância da brutal criminalidade que assola a população brasileira, nada mudará.

CASAMENTO DE NOSSA FILHA: A semana que passou foi muito ‘agitada’ para nós. Como já narramos, tivemos uma ocorrência policial na quarta-feira e na sexta-feira foi o casamento de filha. Sendo feliz em nosso matrimônio há 26 anos, sabemos como é especial ter, e ser, uma pessoa companheira, alguém com quem dividir impressões e reflexões, confidências e sonhos, cargas e responsabilidades, alegrias, dúvidas, temores e dores. Filhos, que este amor possa permanecer e transbordar por toda a vida! Que Deus os abençoe.

Toninho Menezes
advogado, professor universitário - toninhomenezes@netsite.com.br

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