A situação bélica militar na Síria é preocupante! A decisão dos Estados Unidos de começar uma ‘nova aventura’ no Oriente Médio, como fez no Afeganistão e no Iraque (isto em razão do momento ser outro e frente aos graves problemas internos vividos pelos americanos) poderá trazer consequências não somente externas, como ocorreu nas outras intervenções.
A busca da paz, sempre defendida pelas autoridades mundiais parece ser um sonho acalentado por todos os povos da Terra, porém, sua realização parece tão distante quanto desejada. Apesar do esforço contínuo de lideranças e organizações mundiais, os resultados ainda são pífios, se verificarmos nossa realidade atual. O ser humano, egocêntrico por natureza, acredita ser ele o centro de tudo. Acha que tudo gira em torno dele, esquecendo-se da humildade que conduz à sabedoria; da pureza que conduz ao amor; da simplicidade. Nós, seres humanos, preferimos lutar para mudar os outros ao invés de efetuarmos autoanálise e reconhecer nossos defeitos.
Certamente, todos já nos questionamos sobre causas de guerras, o motivo das dores da humanidade e das realidades contrastantes provocadas pelas injustiças sociais. Alguns encontram nos regimes políticos as causas das desigualdades e passam a ‘guerrear’, para compelir outros a adotarem o regime político que consideram mais adequados.
A cada novo conflito mundial, a ONU (Organização das Nações Unidas) fica mais desacreditada. O suposto país transgressor de direitos humanos não a respeita, tampouco os países de primeiro mundo que decidem atacar e invadir de acordo com suas convicções, igualmente sem acatar as determinações da ONU. Nem precisamos pensar em ‘contra-informações’, pois nunca sabemos se realmente as informações que recebemos são verdadeiras.
O que causa a ‘confusão’ no Golfo é a constante ingerência dos ricos homens de negócios que, para não se subordinarem, escaparem do controle e regras dos Estados e manterem privilégios, financiam campanhas e colocam no poder pessoas sem nenhum escrúpulo, que apenas vislumbram vantagens para si e os seus!
A SAÚDE: Ficamos contentes com a repercussão do artigo da última semana. Recebemos vários e-mails. Igualmente foi com grata satisfação que vimos na última edição da revista Veja, a questão de médicos cubanos ser tratada na mesma linha.
A questão dos graves problemas de saúde do País não é simples questão de nacionalidade. Basta citar que foi o médico ucraniano Noel Nutels que levou saúde pública às áreas indígenas amazônicas.
A saúde pública precisa ser vista por nossas autoridades através de planejamento estratégico, que começa com engenharia de saneamento básico (água potável, coleta e tratamento de esgotos), passa pela educação através da higiene básica e noções de cidadania, que auxilia no combate à dengue, limpeza e tratamento do lixo gerado; e se encerra nas condições de vida através de alimentação saudável, condições de moradia digna, campanhas de vacinação etc.
Se o Estado suprir as necessidades básicas mínimas, provavelmente a procura por profissionais de saúde será, naturalmente, reduzida. Para nós, que tivemos o privilégio de conhecer vários locais do Brasil, sabemos que nada irá adiantar, mesmo se trouxermos as maiores autoridades médicas mundiais para trabalhar aqui.
Sem política que atenda necessidades básicas, adicionando-se a falta de seringas, termômetros, remédios, medidor de glicemia, laboratórios, aparelhos de raios-X, vagas em hospitais etc., teremos que sempre que contar com milagres!
Toninho Menezes
Advogado, professor universitário - toninhomenezes@netsite.com.br
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