A vitória no primeiro turno trouxe a confiança necessária. O candidato do PSDB, Alexandre Ferreira, foi sabatinado pelo GCN ontem e teve uma atuação segura e sem deslizes. Ele foi econômico nas promessas e reforçou o compromisso de dar sequência ao trabalho feito pelo governo.
A performance de ontem contrasta com a primeira sabatina, realizada no dia 6 de setembro, quanto Alexandre pautou a campanha dos concorrentes ao dizer que a dívida da Prefeitura era “brutal” e que o Estado era o culpado pelo aumento da fila de espera por uma cirurgia eletiva. Sentado em uma poltrona diante dos jornalistas e da plateia, passou a impressão de que se sentia em casa.
O candidato usou parte de suas considerações iniciais para dizer que aceitou sem problemas o pedido feito por Graciela Ambrósio (PP) para inverter a ordem de apresentação na entrevista. A delegada seria a primeira. “Sinto o acontecido com o filho dela. Apesar da disputa, não tem que ser guerra. Prezo o valor à família.”
Alexandre disse que a votação no primeiro turno é reflexo da aprovação do governo e sinal de que os eleitores confiam nele. “A população não acreditou nas propostas fantasiosas dos adversários. Eles não passaram confiança.”
O candidato disse que não se sentiu constrangido em ficar à sombra do prefeito ao longo do primeiro turno. Afirmou que fazia parte da estratégia ele trabalhar enquanto Sidnei o apresentava aos eleitores. “Este planejamento nos trouxe ao segundo turno. Agora, estou aparecendo mais e mostrando que o candidato tem qualidade.”
SEM POLÊMICAS
Alexandre evitou polêmica com o ex-colega de secretariado, Sebastião Ananias, que classificou sua candidatura de “estelionato eleitoral”. Justificou a ausência dos secretários em sua propaganda como “opção” para evitar problemas com a Justiça Eleitoral. Defendeu a necessidade de organizar a gestão do setor de Educação e afirmou que não fará mudanças drásticas na Saúde. “O número de reclamações pontuais é muito pequeno”, acredita.
O candidato tucano disse ainda que é preciso respeitar o contrato com a Empresa São José e que não tem como reduzir o preço das passagens de ônibus sem eliminar algumas das gratuidades concedidas a categorias profissionais da cidade. Na sequência, descartou qualquer iniciativa para reduzir os descontos concedidos.
Defendeu a realização de ações educativas para melhorar o trânsito, falou em instalar corredores para motos nas avenidas de grande movimento e afirmou que é preciso investir na construção de moradias para quem ganha até três salários mínimos. Concluiu dizendo que é a “melhor” opção para manter Franca no “caminho do desenvolvimento”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.