Outro dia, aguardando ser atendido numa fila em casa lotérica, vi uma criança curiosa em razão de um barulho diferente naquele local. Logo veio à memória fato ocorrido décadas atrás, quando ainda criança
Nós, naquela época, morávamos na Vila Peixe, próximo ao antigo mercado municipal, hoje Terminal Central de ônibus. Como mamãe tinha alguns problemas de saúde, nós sempre éramos levados para a casa da Tia Hilda, que morava nas proximidades do empório Batista, próximo ao bairro da Boa Vista, local onde constantemente armavam-se circos e parques. Para nós era uma festa, independentemente de não compreendermos as dificuldades e a real situação vivenciada pela família.
Tia Hilda, sempre muito atenciosa, conseguia dar conta de seus afazeres e, além disso, ainda arrumar tempo para inventar jogos, brincadeiras e sempre providenciar gostosos cafés das tardes para todos. Tio Osvaldo era mecânico e trabalhava em sociedade com o Beloti e o Romildo em oficina localizada na Rua Major Claudiano quase esquina com a Avenida Champagnat. Também era passarinheiro com criação em sua casa. Além disso, gostava muito de caçar e tinha, em seu quintal, cachorros da raça perdigueiro, cães muito inteligentes e obedientes que nos causava admiração. Tio Osvaldo, quando chegava do trabalho à tarde, antes de entrar em casa sempre chamava a todos para uma volta no quarteirão em sua caminhonete azul da marca Chevrolet Studebaker 1951. O passeio, rápido, era aguardado com ansiedade.
Ao entrar em casa, Tio Osvaldo se dirigia ao banheiro, que ficava do lado de fora da cozinha, aí começava a fazer um barulho estranho para os meus ouvidos, parecendo um “chiado” e a luz da cozinha ficava mais fraca. Não sabia o que era, a curiosidade aumentava, imaginava mil e uma coisas, mas nunca tive a coragem de perguntar o que era aquele barulho. Em casa, mamãe esquentava água para que pudéssemos tomar banho. Um dia papai comprou um aparelho chamado “chuveiro” e após a instalação, quando o mesmo foi ligado, compreendi que aquele curioso barulho, lá na casa do Tio Osvaldo era do chamado “chuveiro”.
Caro leitor, a vida é fantástica e foi observando aquela criança, curiosa com o barulho, de um ar condicionado lá na casa lotérica, que relembrei momentos felizes e de inocência de nossa infância. Momentos que, infelizmente, não voltam mais. A todos que valorizam a ingenuidade infantil, mesmo com atraso, Feliz dia das Crianças!
SEGURANÇA NAS DIVISAS DE ESTADOS
Quando passamos pelas divisas de Estados brasileiros, ficamos tristes e decepcionados com a situação de abandono em que se encontram. Num momento onde a violência e a insegurança aumentam a cada dia, seja em grandes, médios e pequenos municípios, o Estado deveria olhar com maior atenção para reativar tais postos de fiscalização e segurança, pois temos a certeza de que a criminalidade diminuiria em muito, se os marginais soubessem que teriam de passar por barreiras compostas por fiscais tributários, de inspeção sanitária e equipe de policiais, além de ser um importante ponto de apoio para os viajantes. Será que bandidos que roubam fazendas, que sequestram, que levam veículos roubados de um lado para outro etc. continuariam a agir tão tranquilamente caso houvesse fiscalização nas divisas de Estados? Será que fica caro demais para os Estados reativarem tais postos de fiscalização?
MULTAS ILEGAIS
Os cidadãos que compõem a JARI (Junta Administrativa de Recurso de Infrações) precisam analisar com mais profundidade os recursos contra multas de trânsito lavradas em total desacordo com a Resolução Contran 165/2004 e a Portaria Denatran 16/2004, pois se são utilizadas as normatizações para punir, igualmente devem ser utilizadas em respeito aos direitos individuais e coletivos para exigir os cumprimentos e pressupostos exigidos pela norma regulamentadora.
AS URNAS ‘FALARAM’
É necessário que os Partidos Políticos façam uma profunda reflexão após as apurações das eleições do último dia 07/10/2012, sem medo de “colocar o dedo na ferida”. Vimos eleitores tristes e desencantados dirigindo-se às urnas, votando por obrigação. Basta analisar o porcentual dos que não compareceram, dos votos nulos e brancos. O desencanto, em sua maioria se dá em razão de escândalos de corrupção que a cada dia se sucedem, em razão de um modelo que facilita a promiscuidade. As eleições demonstraram a falência partidária e a necessidade e coragem de mudanças. Estamos vivenciando um momento histórico. O STF (Supremo Tribunal Federal) está condenando os chamados “mensaleiros” e, dessa forma, está a condenar esse modelo que acredita que para governar e administrar é necessário se instalar um “balcão de negócios” que compra a consciência de nossos, em tese, representantes. Nós não nos conformamos com a ideia de que para bem governar é necessário fazer “concessões” descabidas, pois dessa forma chegamos à seguinte conclusão: quanto mais desonesto o governo mais apoio político tem. Como já dissemos em outras oportunidades, esse não é o modelo político que nós sonhamos para o desenvolvimento de nosso País.
NOVAS LIDERANÇAS
Passado o primeiro turno das eleições, tivemos a grata satisfação de vermos surgir em nossa cidade e região novas lideranças, pessoas que colocaram seus nomes à disposição dos eleitores em prol da manutenção da democracia. Obviamente que a maioria não foi eleita, mas teve papel relevante, pois acreditamos que ao continuarem com seus objetivos, trabalhando em prol da comunidade pelos próximos anos e não somente na época de campanha eleitoral, provavelmente alcançarão números expressivos nas próximas eleições.
Toninho Menezes
Advogado, administrador de empresas, professor universitário - toninhomenezes@comerciodafranca.com.br
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.