Ninguém gosta de perder. Mas a derrota se torna ainda mais amarga quando a vitória é dada como certa. Em eleição, quem tem soberania para determinar os vitoriosos é o povo e o resultado das urnas muitas vezes surpreende. Nestas eleições, a surpresa maior ficou com a vitória de Paulo Pitt (DEM) ao bater o grupo do falecido Clarindo Ferracioli, o Belão, que governa a cidade há anos. Outra surpresa foi a derrota de Eduardo Saadi (PSD), que tinha o apoio do atual prefeito de Pedregulho, Dirceu Polo (PSDB), mas foi obrigado a se contentar com a segunda colocação.
O trajeto até à prefeitura foi bem longo para Paulo Pitt. Foram quatro tentativas, sendo duas com a mulher, Ana Pitt, até finalmente comemorar a vitória nas urnas.
A insistência não foi sua única aliada. Disputar a eleição contra dois candidatos que durante anos estiveram juntos formando o grupo forte de Belão, que se revezava na prefeitura, foi como um golpe de sorte para Pitt. Ele venceu as eleições com 38,97% dos votos. Terminou a disputa 260 votos à frente de Amarildo Nascimento (PMDB), que obteve 34,16% dos votos, e de Donizete Montagnini (PSC), o Zetão, com 26,87%. “Eles sempre estiveram no poder, tanto um como o outro, e não acreditaram na minha vitória.”
Enquanto Pitt comemora em Restinga, Eduardo Saadi (PSD), em Pedregulho, tenta entender os motivos que o levaram à derrota.
“Fiquei surpreso com o resultado das eleições, pois estávamos bem. Mas política é assim, uns ganham e outros perdem. Vou continuar com minha profissão (advogado) e voltar à minha vida normalmente.”, resigna-se Eduardinho, como é conhecido o agora ex-candidato que até a tarde de domingo acreditava estar muito perto da vitória.
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