Franca vende 10 mil veículos durante um ano: 28 por dia


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Franca fechou o ano de 2011 com volume maior de venda de veículos em relação aos dois anos anteriores. Segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos), ao longo dos últimos 12 meses a cidade foi responsável pela comercialização de 10.127 novos veículos, entre carros, motos, caminhões e similares. É como se todo o dia, tivessem sido vendidas, em média, 28 novas conduções ou, então, mais de uma por hora. Comparado a 2010, o volume foi 4,05% maior. Já em relação a 2009, o crescimento chegou a 22,1%.

Dos 10,1 mil veículos, quase metade corresponde a carros. Pelo levantamento, as concessionárias da cidade colocaram para circular nas ruas de Franca e região, 4.806 carros zero quilômetro. Segundo o gerente da Automec (concessionária Chevrolet), Uenderson Zemlenoi, as condições de financiamentos foram um dos fatores que favoreceu as vendas. “Faz parte do desejo de mudança, todo mundo quer ter um carro novo e a mídia reforça isso.”

Pelos dados da Fenabrave, a GM liderou o ranking entre as fabricantes que mais venderam veículos no município ao longo do ano passado. “Acredito a preferência seja pelo valor da marca e os novos lançamentos.” Dentre os diferentes modelos, o gerente disse que o Classic foi o mais procurado. “A preferência é pelo custo-benefício e porta-malas amplo.” A marca tem duas concessionárias na cidade.

Embora a maioria das vendas seja de carros, as motocicletas ganharam mais espaço em 2011. A compra de motos cresceu de um ano para o outro 7%, enquanto a de carros teve uma ligeira queda de 2,6%. “Uma série de fatores ajudou nesse crescimento. A moto é mais fácil de locomover, não tem dificuldade para estacionar, é mais fácil para adquirir e tem baixo custo de manutenção”, disse o proprietário da Hido Moto, representante Honda, Hidomeneu Passos Pierri Filho. Em todo o ano passado, foram vendidas 3.538 motocicletas, 244 a mais em relação ao ano anterior.

A auxiliar de escritório Dielen Alves de Sousa, 21, foi uma consumidora que ajudou a engrossar as vendas de motos na cidade. Ela adquiriu uma moto Lead automática em outubro do ano passado e diz que a prestação baixa (R$ 230) contribuiu para tomar a iniciativa da aquisição. “Tinha carta, mas não tinha moto. Ficava na dependência do meu pai e dos meus irmãos.”

Para o coordenador do Núcleo de Administração da Unifran (Universidade de Franca), professor Aécio Flávio Lemos, ter um carro ou uma moto é considerado símbolo de status e proporciona independência. Segundo ele, o aumento das vendas resulta da busca desses dois fatores aliados às facilidades de compra e renda maior da população. “As pessoas têm dinheiro e estão motivadas para gastar. Antes havia um único carro para a família. Hoje, cada membro da família tem um.”
 

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