Revestimento de vinil em autos atrai francanos


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Carro estiloso e ainda por cima mais protegido. Uma mania tem se manifestado nos automóveis que circulam pela cidade. É o revestimento fosco de vinil que, na contramão dos que gostam de deixar a lataria sempre polida e brilhando, causa um efeito visual esportivo que chama atenção mesmo quando aplicado em um carro popular.


Um dos que aprovam essa espécie de “maquiagem” para o automóvel é um advogado francano de 28 anos que preferiu não se identificar, mas permitiu que seu veículo fosse fotografado pela reportagem. Ele aplicou o revestimento de vinil preto em seu Honda Civic preto há cerca de seis meses, gastando R$ 1,8 mil.


O advogado garante que foi uma ótima escolha. Além de proteger do desgaste da carroceria causada pela exposição aos raios de sol e ao vento em suas constantes viagens a trabalho pelas cidades da região, já evitou um prejuízo na parte superior do capô. “Certa vez jogaram uma pedra no carro, mas somente o vinil foi danificado. A pintura original da lataria não”, conta. Depois do episódio, foi somente necessário um retoque.


Chamado entre os profissionais do ramo de envelopamento automotivo, o serviço pode ser encontrado em Franca e requer um investimento significativo. Segundo Paulo Adriano Silveiro, proprietário da oficina especializada DUPLK, a cobertura pode custar entre R$ 1 mil e R$ 3 mil e deve durar o tempo mínimo de dois anos, antes que o material comece a se ressecar e ficar fragmentado em alguns pontos. Ele também garante que a pintura metálica fica intacta, mesmo com a retirada do vinil.


A variação de preço está relacionada ao tamanho do automóvel e à dificuldade de colagem. Só para se ter uma ideia, o metro quadrado do vinil aplicado é de R$ 100 e o envelopamento completo pede em média de 15 a 25 metros quadrados de revestimento.


Além disso, o design de cada veículo é determinante. Silveiro exemplifica que carros com linhas mais retas, como um Fiat Uno, ou com curvas mais suaves, como um Gol “bola”, são mais simples. Entretanto, veículos com curvas mais acentuadas, como um Troller, pedem mais atenção, bem como o uso atilado do soprador térmico - equipamento que permite amolecer o vinil em altas temperaturas e facilitar sua adesão aos vincos da lataria, sem que permaneça nenhuma bolha de ar.


Muito procurado por quem viaja muito, donos de empresas e jovens, o envelopamento se adequa a todos os gostos. Somente na DUPLK, de onde saem 10 carros revestidos por mês, há cerca de 20 cores diferentes de aplicação, como laranja, verde, branco e cristal (transparente, utilizado apenas para proteção). Apesar da diversidade, de acordo com Paulo Silveiro o tom preferido é o preto fosco, que responde por 30% da procura. Também é possível fazer personalizações, com desenhos à escolha do motorista, mas o serviço não tem demanda em Franca.


Aos interessados na ideia, uma dica é nunca envelopar o carro se ele tiver passado por um retoque de pintura a menos de 30 dias. Também recomenda-se ficar atento e verificar se o profissional responsável passou desengraxante - que elimina sujeira e gordura da lataria - antes da aplicação do vinil. Além disso, é bom saber que a simples alteração de metálico para fosco - sem mudança de tonalidade - é permitida, mas carros que tiverem a pintura original alterada devem ter documentação regularizada.

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