Cercas, árvores, galhos soltos, vacas pelo pasto e formações rochosas rodeiam a Estrada do Paiolzinho, pista simples que liga Franca a Claraval (MG). Pelo caminho, pedras soltas e uma ponte construída há dois anos que passa sobre um riacho. E a reportagem está no controle da Fiat Strada 2010 com cabine dupla na nova versão Working. Esse é o mais recente lançamento da picape, que já vinha nas linhas Fire (1.4, com cabine simples ou estendida), Trekking (1.4 ou 1.8, com cabine simples ou estendida) e Adventure (1.8, com cabine estendida ou dupla).
A versão básica da Working - a única a oferecer três opções de cabine - é simples. Som, travas e vidros elétricos, ar condicionado, freios ABS e direção hidráulica são opcionais. No painel, contagiro, velocímetro, medidor de temperatura e computador de bordo com informações técnicas (velocidade instantânea, consumo de combustível, hora, nível de combustível, quilometragem rodada etc) são os principais recursos de série disponíveis, além do ventilador e desembaçador convencionais que vêm de fábrica.
Na parte interna, o grande diferencial é o espaço extra localizado atrás do assento do motorista. Ao mesmo tempo em que resulta em uma configuração um pouco inusitada para um carro desse estilo, a cabine dupla é ótima por combinar o transporte de carga com o de passageiros, sem ter problemas na hora da vistoria - picapes com cabine estendida, adaptadas para comportar mais que dois passageiros, são irregulares se não passam pela devida atualização de registro.
É claro que, para ter esse conforto, é preciso abrir mão de um espaço na caçamba. Em vez de 1.685 milímetros de capacidade, como no modelo com cabine simples, terá 1.026 milímetros para carregar a tralha da pesca, da festa ou da mudança.
Ótimo para quem curte enfrentar percursos em terra mas não quer pagar R$ 46,8 mil pela Adventure 1.8, a Working custa a partir de R$ 36.580. Apesar do preço inferior, também se destaca pela performance. É estável nas curvas e seu motor flex de 85/86 cavalos desempenha excelente arranque, tão bom que só percebemos que estávamos em um carro 1.4 no retorno, quando pegamos acentuado trecho ascendente e tivemos que usar a terceira marcha com mais frequência.
A relação de consumo de combustível está dentro do padrão de um carro flex. Com R$ 10 de gasolina, andamos 40 quilômetros sem tirar o pé do acelerador. O alarme avisando que o tanque estava entrando em reserva só tocou com 36,4 quilômetros percorridos.
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A reportagem verificou que o painel registrava um consumo de 4 quilômetros por litro em deslocamentos iniciais - utilizando a primeira marcha -, e chegava a apontar entre 10 e 15 quilômetros por litro quando estava a 50 por hora. Em suma, nas ruas de Franca, na Rodovia Tancredo Neves e na Estrada do Paiolzinho, a reportagem rodou uma média de 8,9 quilômetros por litro.
Além da versão cabine dupla, a Working vem com cabine simples - R$ 30.908 - e estendida - R$ 33.380. Acessórios como direção hidráulica e pintura metálica podem ser colocados a partir de R$ 1.751 e R$ 810 respectivamente. “Quem está comprando geralmente é produtor rural ou representante de empresa. Tem gente que compra para passeio. É como se fosse um segundo carro. É para cidade e para a terra”, afirma Odair Marini, avaliador da Cofrana Veículos.
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