O Polo I-Motion, primeiro carro da Volkswagen equipado com câmbio automatizado ASG (Automated Sequential Gearbox), abriu o caminho para uma série de outros modelos chegarem ao mercado dotados do mesmo sistema. E se o seu sonho é dar adeus à obrigatoriedade da transmissão manual e consequente descanso ao pé esquerdo e ao braço direito, vale a pena conhecer a tecnologia. Essa é a conclusão da reportagem do Núcleo de Projetos Especiais do GCN (Grupo Corrêa Neves de Comunicação) após dirigir pelas ruas de Franca o carro da Volks com a inovação tecnológica.
Depois de ser lançado com as versões BlueMotion (comum na Europa e mais econômica) e a E-Flex (que dispensa “tanquinho” de gasolina de partida a frio), o Polo chega com o câmbio intermediário entre uma caixa de marchas automática e uma convencional.
O resultado parece ter agradado. O Polo é só o primogênito de uma sequência de modelos que perderam a embreagem sem grandes alterações de preços, perda de desempenho ou aumento de consumo, ocorrências comuns em transmissões automáticas autênticas.
A NOVIDADE NA PRÁTICA
Durante o test-drive, a reportagem experimentou o Polo I-Motion 1.6 em ruas e avenidas em bom estado e trechos sinuosos, na região do Jardim Amazonas.
O grande barato da versão I-Motion é que ela oferece a posição Drive (nela as cinco marchas à frente são gerenciadas pelo próprio sistema), mas também a opção de trocas sequenciais no câmbio ou nas borboletas acopladas ao volante - estas como opcional na maior parte das versões.
Banco, retrovisores e volante ajustados, é o momento de checar o nível de complexidade do câmbio ASG. Nada complicado. Pé direito no freio, câmbio em “N” (neutro, ponto morto) e vira-se a chave.
Agora é só escolher se guiará com trocas automáticas ou sequenciais, deslocando a alavanca para a esquerda e fixando-a em “D” (Drive) ou “M” (Manual) movimentos devidamente mostrados na tela do computador de bordo do painel.
No modo Drive o câmbio trabalha sozinho. A comodidade de não ter de trocar as marchas é muito interessante, mas eventualmente mesclada com uma sensação - talvez nem tão real - de insegurança. Isso porque ao se acelerar mais forte - manobra usada, por exemplo, em ultrapassagens pode acontecer a subida de uma marcha, “tirando a força” momentaneamente do carro.
Mas não é nada que desprestigie o carro. Se o motorista se sentir inseguro, basta acionar a tecla “S” (de Sport), que estica as marchas, ou alternar para o modo manual antes da manobra, o que, para quem gosta de dirigir “na mão”, é um prato cheio: o motorista pode explorar as cinco velocidades do Polo I-Motion como quiser. Agora é só ascender ou reduzir as marchas deslocando a alavanca do console para frente ou para trás ou fazendo as transmissões nas borboletas dispostas no volante.
DESIGN
O Polo I-Motion traz linhas modernas externamente, embora estejam sendo mantidas desde 2006. De série estão itens como os repetidores de seta nos retrovisores e acabamento refinado. As versões mais completas contam com ar-condicionado digital, direção hidráulica, rodas de liga leve, vidros e travas elétricas, sistema de som com Bluetooth e retrovisores elétricos. Existem ainda opções de freios com sistema anti-travamento (ABS), piloto automático, airbag duplo e volante multifuncional com comandos do sistema de som, celular e rádio acoplados.
O modelo testado pela reportagem inclui como adicionais computador de bordo, sensor de estacionamento, alarme, vidro, trava e retrovisores elétricos e tem preço de R$ 50.063. As versões Polo 1.6 I-Motion hatch custam a partir de R$ 42.665; já o Polo Sedan 1.6 I-Motion pode ser comprado por a partir de R$ 45.356.
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