Com algumas orientações, uma dose de bom senso e muita pesquisa, quem pretende investir na compra de um carro zero-quilômetro pode evitar contratempos e conseguir fazer uma “compra inteligente” ao adquirir o modelo do ano. Ao menos cinco regras básicas fazem parte de um informal “guia de compra do carro novo” formulado pelo Núcleo de Projetos Especiais do GCN (Grupo Corrêa Neves de Comunicação). Confira.
COMECE PESQUISANDO - Muito. Embora haja a ideia de que, por ser zero, o veículo tem preços idênticos em todas as concessionárias, a variação existe e não só no preço. Considere a atenção e interesse dos atendentes, os benefícios oferecidos e procure se informar sobre o pós-venda. Mas a grande diferença de uma empresa para outra pode ser percebida quando se vai deixar um carro usado na troca. Fique atento se “aquele desconto” no novo não está sendo compensado na desvalorização do usado e vice versa.
O supervisor de atendimento da Cofrana Fiat, Daniel Coelho, disse que a concessionária conseguiu uma solução para não decepcionar os clientes. “Mesmo com a desvalorização geral de mercado dos usados, estamos conseguindo valorizar o carro do cliente na troca. Montamos um banco de clientes e conseguimos fazer os dois: dar desconto no novo e pagar bem o usado. O cliente chega para adquirir um carro novo e dar o seu usado como entrada e nós já sabemos para quem oferecer esse usado, sabemos quem está interessado através de nosso banco de clientes, o que permite vendê-lo com um preço melhor”, afirmou Coelho.
PRETENSÕES DE USO - Outra dica importante, que vale tanto para os zero-quilômetro quanto para os usados, é escolher o veículo de acordo com as suas pretensões de uso. Para quê comprar uma minivan se não tem família grande, não pretende trabalhar com fretamento ou vender cachorro-quente? Por outro lado, se sua prole já soma três ou quatro rebentos, modelos como o Chevrolet Zafira, Towner e outros com sete lugares podem resultar em uma compra eficiente. Na mesma linha de pensamento, picapes e veículos 4x4 também são superúteis, mas não para todos. “Tentamos sempre ver qual é a necessidade da pessoa no momento de indicar um carro. Procuramos saber se é para a família, se vai andar mais na cidade, na estrada”, disse Aluísio Ambrósio, gerente de vendas da Ortovel Ford em Franca.
FAÇA AS CONTAS - Se a sua intenção for comprar um carro à vista as coisas podem ser mais simples. Mas se, como a maioria, pretende parcelar, não se esqueça de considerar o tamanho de seu bolso. Em geral, não é nada “saudável” comprometer mais do que 30% do orçamento com o possante. Portanto, se preciso, amarre um laço no dedo para se lembrar que, mais que as parcelas do financiamento, custos de seguro, manutenção, combustível, estacionamento e outros, despesas extras acabam sendo inevitáveis e devem ser considerados na conta.
TIPO DE FINANCIAMENTO -No momento de pagar, se for financiar, mais uma vez a palavra de ordem é “pesquisar”. Confira e compare taxas de juros, despesas com documentação e custos. Tudo na ponta do lápis e da calculadora. Confira qual tipo de financiamento se adequa melhor a seu estilo de vida. No CDC os descontos são maiores para quem consegue antecipar parcelas, mas os juros do financiamento, da mesma forma, são maiores. Leasing costuma oferecer juros mais atraentes e há isenção de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), mas só há desconto considerável nas parcelas em caso de quitação. O consórcio, de forma geral, é a melhor forma de financiar, mas exige mais planejamento para que o comprador consiga dar um lance e conquistar o possante mais rapidamente. “Hoje, 70% dos carros vendidos são financiados. Destes, cerca de 70% são leasing, pois os juros são menores. Costumo dizer que consórcio só é vantajoso como investimento e não na compra de um carro zero. Com a cobrança das taxas e o preço do carro considerado é o de tabela, muitas vezes o comprador vai pagar caro”, disse Aluísio.
NÃO SE PRECIPITE - Por fim, mantenha a calma. Saiba que aquele carro que você viu e se apaixonou, a não ser que seja um Zonda F, da Pagani, de R$ 4,25 milhões, que tem produção limitada e quem quiser comprar tem que adquirir o que estiver disponível pelo preço que o dono estipular, não vai haver um “boom” de vendas imediato, fazendo com que o modelo se esgote. E isso não deve mudar mesmo que o vendedor afirme o contrário veementemente. Bons negócios não costumam ser fechados às pressas.
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