Cada um no seu (Gol) quadrado neste domingo


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‘COLOCANDO BANCA’ - O auxiliar acadêmico Adalberto Herbert Braghini, 21, já gastou mais de R$ 9 mil para equipar seu Gol CL branco, ano 1992. “É um automóvel com mais de 15 anos (de fabricação) que ainda ‘coloca ba
‘COLOCANDO BANCA’ - O auxiliar acadêmico Adalberto Herbert Braghini, 21, já gastou mais de R$ 9 mil para equipar seu Gol CL branco, ano 1992. “É um automóvel com mais de 15 anos (de fabricação) que ainda ‘coloca ba
Ele saiu de produção há mais de uma década, quando a Volkswagen passou a lançar as novas e arredondadas gerações. O tempo, entretanto, só serviu para aumentar a fama do Gol quadrado, fabricado entre 1980 e 1996 - quando o derradeiro, com motor 1000, parou de ser fabricado. Motivados pelo saudosismo e às vezes por um sentimento indescritível em torno desse veículo, os apaixonados pelo automóvel resolveram se juntar por todo o País. Em São Paulo, a maior comunidade virtual existe desde 2006. O Clube do Gol Quadrado (www.cdgq.com.br) tem mais de dez mil pessoas cadastradas no Estado, entre eles muitos francanos. Uma mostra dessa mania pode ser conferida de perto neste domingo, a partir das 14 horas, na praça da Avenida Chico Júlio, de frente para o prédio da Receita Federal. Cerca de 60 modelos, dos mais variados acabamentos, estarão expostos na segunda edição do encontro - a primeira foi em janeiro. Atividades? Premiações? Shows? Nada disso. O objetivo dos “quadradomaníacos”, predominantemente jovens de 20 e poucos anos, é bem despretensioso: trocar ideias, exibir seus mais recentes feitos de tunagem automotiva e, claro, fazer novas amizades. Para aproveitar o espírito fraterno causado pelo carro mais vendido da Volks, os organizadores ainda pretendem arrecadar alimentos para doação. “Gosto dele porque é um carro gostoso de andar e o estilo é diferente dos demais”, afirma o analista de sistemas Diego Marques Molina, 23, que comprou há quatro anos um modelo GTS cinza 1.8, fabricado em 1988, por R$ 6,5 mil. Até hoje já gastou R$ 2 mil com manutenção de rotina e uma média de R$ 100 por mês com combustível. Ainda pretende dar uma melhorada na pintura e colocar rodas novas. Vender? Nem pensar. “É meu primeiro carro e não vendo por nada”. PAIXÃO CARA Reza o dito popular que paixão não tem preço. Mas a do auxiliar acadêmico Adalberto Herbert Braghini, 21, por seu Gol quadrado vale pelo menos R$ 9 mil. Esse é o total gasto até hoje com adaptações em sua “máquina de estimação” adquirida há dois anos. O veículo, um Gol CL branco, 1992, com motor 1.6 a álcool, foi comprado por R$ 7,5 mil - totalizando R$ 16,5 mil com a tunagem. Somente com o equipamento de som, que ocupa todo o porta-malas e os bancos traseiros, já foram R$ 3 mil. São nove alto-falantes e três amplificadores, baterias extras atrás dos bancos e três potências; um conjunto que faz com que qualquer música fique ensurdecedora no volume 15 (o máximo é 45). Mediador local do fórum do Clube do Gol Quadrado, Adalberto também gastou R$ 300 com carpete vermelho que forra portas, piso e todo o porta-malas, material que ele próprio colocou durante suas horas vagas à noite e aos finais de semana. Contagiro, voltímetro, pedaleira e manoplas completam a configuração interna. Do lado de fora, estilização com insulfilm nos vidros (R$ 635), lanternas traseiras e farol frontal de cristal (R$ 230) dão o retoque final. De quebra, uma revisão geral no motor, com pistão aliviado, cabeçote rebaixado, colocação de filtros esportivos de ar e carburador trabalhado fecham a sequência. [FOTO2] Adalberto pretende gastar mais R$ 3 mil até o fim do ano com suspensão a ar e rodas novas aro 16. “Gosto muito do carro pelo estilo e por ser um automóvel com mais de 15 anos que ainda ‘coloca banca’ em muitos 0 km. A baixa manutenção e a facilidade de encontrar peças é um outro motivo. Minha namorada fala que a maior concorrência dela não são outras mulheres e sim o Gol”, diz.

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