O Júri de Execuções Criminais de Franca concedeu dupla absolvição ao mestre-de-obras Vitório dos Reis Vital, 63 e à dona de casa Anelzira Machado de Oliveira, acusados de envolvimento no assassinato da doméstica Vildânia Reis Ferreira, ocorrido em outubro de 2002. A decisão foi assinada pelo juiz Paulo Sérgio Jorge. Vitório e Anelzira eram apontados como supostos mandantes do crime, cometido pelo pedreiro Mário Dias de Oliveira, já condenado há 19 anos de cadeia em regime fechado.
O julgamento começou por volta das 9 horas e durou cerca de 10 horas. Após as explanações da acusação, feitas pelo Promotor de Justiça Odilon Comodaro, e da defesa, pelos advogados Antônio Telles Gouveia e Paulo Stradiotti, o júri popular, composto por sete pessoas, inocentou os réus com quatro votos. “O próprio Mário em seu julgamento disse que cometeu o crime sozinho e não tinha a participação de mais ninguém. Diante da falta de provas na acusação, o júri inocentou meus clientes”, disse Stradiotti.
Vitório ficou preso 2,8 anos. A dona de casa Anelzira ficou menos tempo, pouco mais de um ano. “A Justiça concedeu o direito deles responderem ao processo em liberdade. Agora, sete anos depois, eles conseguiram provar a inocência”, disse o advogado. O Promotor de Justiça Odilon Comodaro não foi localizado para falar sobre o resultado do julgamento.
<b>O CRIME</b>
Vildânia Reis Ferreira foi encontrada morta com requintes de crueldade numa mansão ainda em construção na Vila Hípica. Vildânia foi amordaçada e violentamente espancada com porrete. No cômodo onde foi encontrado seu corpo, a polícia apreendeu uma toalha de banho e uma camisinha.
O principal suspeito do crime e réu confesso foi o pedreiro Mário Dias de Oliveira. As investigações em torno do assassinato foram marcadas por mistérios e depoimentos contraditórios de Mário. Durante o interrogatório, o acusado teria envolvido Vitório e Anelzira, dizendo que eles - que eram namorados à época do crime - teriam pago R$ 1 mil para que ele executasse o crime.
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Posteriormente ele desmentiu suas declarações. Mário também disse, num primeiro momento, que Vitório tinha um relacionamento com Vildânia. Depois, mudou o relato e disse que quem tinha relacionamento com a vítima era ele próprio.
O casal negou todas as acusações de Mário. Segundo os dois, o erro que cometeram foi ter tentado sacar R$ 1 mil (na Caixa Econômica Federal) usando o cartão de crédito da vítima. O casal sustenta que não conhecia a vítima e que tentou o saque a pedido de Mário.
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