Se você pensa em comprar um carro zero-quilômetro, é bom não perder mais tempo. O período de isenção e desconto do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) está programado para vencer no fim deste mês, apesar das especulações sobre uma possível prorrogação por parte do governo federal. Se a agenda for cumprida sem alterações, o valor médio dos automóveis vai subir em média 7%, o que representa um gasto adicional entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil na compra de automóveis novos mais vendidos em Franca (confira no quadro comparativo).
Os últimos meses foram positivos para as concessionárias, principalmente nas vendas de carros zero-quilômetro com motor 1.0, totalmente isentos do IPI. O pacote do governo também estimulou a compra de carros 2.0, cujo IPI baixou para 6,5%, enquanto para veículos flex ou a álcool a taxa reduzida é de 5,5%. A partir de julho, as taxas cobradas voltarão a ser as mesmas de antes do lançamento do pacote econômico no início do ano: 7% (1.0), 13% (até 2.0) e 11% (flex e álcool).
O tempo em que o tributo deixou de ser cobrado, como forma de estímulo à economia diante da recessão mundial, acelerou as vendas nas concessionárias de Franca. Segundo levantamento conduzido pelo Comércio da Franca junto às sete principais concessionárias da cidade, de janeiro a maio deste ano houve um aumento de 24,05% no volume de negócios no segmento. Nos cinco primeiros meses do ano, foram comercializados 2.282 carros novos, uma média de 15 carros por dia.
Pelas estatísticas da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), maio apresentou 8% mais vendas do que abril. Enquanto no último mês foram 363 veículos a mais nas ruas de Franca, no mês anterior foram 337. A comparação também é positiva com relação ao mesmo período do ano passado. Em maio de 2008, foram 349 unidades negociadas.
A Dante Renault confirma a forte influência do IPI. O gerente Marcelo Soriani acredita que até o fim do mês haverá um incremento oscilando entre 35% e 40% no faturamento com relação aos cinco meses de 2009. “De um modo geral, (a isenção) deu uma boa aquecida, porque a diferença é nítida nos valores de venda; é uma redução real. E está aquecendo mais ainda, porque as pessoas estão em busca antes do retorno do IPI”, declara, sem adiantar estratégias para compensar a volta do imposto. Soriani também confirma que há grandes chances de em julho haver queda na procura por veículos novos e aumento na de seminovos. Tudo vai depender das medidas do governo e das estratégias das montadoras.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.