Mesmo os motoristas mais experientes têm dificuldade para dirigir de uma forma que atenda as orientações de mecânicos, técnicos e órgãos de fiscalização. Vícios, manias e mitos incorporados ao dia-a-dia dos motoristas podem comprometer a durabilidade de diversos componentes e equipamentos dos automóveis, antecipando as visitas às oficinas mecânicas.
Um dos erros mais comuns é a primeira solução encontrada pela maioria dos motoristas quando o carro “não dá sinal de vida”: o tranco. A medida deve ser evitada ao máximo em carros com injeção eletrônica, pois caso a bateria esteja arriada, a central eletrônica não funcionará com menos de 8 volts e, ainda que o motor funcione, há o risco da correia dentada “pular alguns dentes” por não suportar o tranco e até empenar as válvulas. Tem mais, o combustível não queimado que descer pelo coletor de escape pode danificar o catalisador de forma irreversível.
Outra atitude comum adotada em caso de pane da bateria é a conhecida “chupeta”. Pode até funcionar, mas o grande risco é inverter os pólos e queimar a central eletrônica durante o procedimento.
Outra mania incorrigível de muitos motoristas é pensar que está dirigindo uma embarcação e enfrentar trechos alagados. A aventura pode custar caro, pois se o motor aspirar água em vez de ar, pode provocar calço hidráulico, travar o motor e entortar as bielas.
“Barberagens” como apoiar o pneu contra o meio-fio ao estacionar ou frear bruscamente ao se deparar com um buraco no caminho também podem comprometer peças e sistemas do automóvel. O pneu na sarjeta pode ter a estrutura deformada, a capacidade de resistência e uniformidade alteradas e as condições de balanceamento do conjunto rodas/pneus afetadas.
Já a freada brusca faz com que a roda trave, causando um impacto grande que sobrecarrega a suspensão e o próprio sistema de freios.
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