Brasileiros estão comprando mais carros de luxo


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O setor automotivo está em festa no Brasil. Com a venda de 2,493 milhões de unidades de janeiro a outubro - 7,4% a mais em comparação ao mesmo período do ano passado -, o setor concretiza uma nova realidade: a sofisticação do consumo. É o que mostra um levantamento da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), que aponta que os brasileiros têm comprado carros mais caros. O fenômeno é resultado da queda de preços em razão da redução e isenção do IPI, juros menores e prazos de financiamento estendidos - conjunto que fez o gasto médio do consumidor brasileiro com a compra de carros ter passado de R$ 34 mil, em 2008, para R$ 37,8 mil, este ano, segundo o estudo. Dentro dessa realidade, novas ferramentas fazem parte da gama de argumentos para encantar o comprador. Uma das medidas adotadas pelas montadoras é a inclusão de equipamentos sofisticados em carros populares. Um exemplo é o lançamento de versões de carros como o Volkswagen Gol I-Motion e Fiat Palio Dualogic com câmbio semi-automático com preços sugeridos de R$ 34,6 mil e R$ 37,2 mil, respectivamente. A Volks ampliou também a quantidade de itens de luxo em modelos como Fox que recebeu sensores de chuva e de estacionamento, teto solar, retrovisores com pisca a preço médio de R$ 45 mil. O gerente de vendas da Francauto, revendedora da marca em Franca, Márcio Henrique Ferrari, confirma mudanças no mercado. “Tem duas coisas interessantes acontecendo. Uma é o aumento das vendas de carros de luxo, como Golf, Jetta e Polo, por exemplo. Outra é que na linha popular estamos vendendo carros mais completos. Antes o cliente pedia o mais básico possível e, hoje, para se ter uma ideia, se ele quiser um básico temos que encomendar. A maioria quer direção (hidráulica), vidro (elétrico) e desembaçador”, disse Ferrari. Na Cofrana, concessionária Fiat em Franca, segundo o supervisor de atendimento, Daniel Coelho, as vendas de carros como o Linea (preços a partir de R$ 62 mil) e o novo Pálio Adventure (preço médio de R$ 57 mil) aumentaram significativamente em relação ao ano passado, passando de dois ao mês para oito ao mês o primeiro, e de sete para 15 mensais o segundo. “As vendas em geral aumentaram. Antes vendíamos 180 veículos por mês. Neste ano vendemos uma média de 200 a 220 por mês”, disse o gerente de vendas da concessionária, Paulo Henrique Ribas Borges.

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