Honda City: design e detalhes que fazem a diferença


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Um carro para a família, sóbrio e fácil de dirigir. Os adjetivos do City, o novo carro da Honda, vão além desses três e podem ser conferidos na concessionária da marca em Franca, que recebeu as primeiras unidades há algumas semanas. Nas ruas ainda são poucos e quando vistos geram a dúvida para quem olha. Afinal, parece um Civic, mas aparenta ser menor e tem o design um pouco mais arrojado. Abrindo espaço no segmento de sedan compacto, quando descoberto, ainda na fase de testes, chegou a ser chamado de Fit sedan pela montadora. De fato, foi construído sobre a plataforma do outro modelo da Honda, embora tenha entre-eixos cinco centímetros maior. E apenas isso liga os dois projetos. Fabricado em Sumaré (SP), o City, que, pelos planos da Honda, deveria ser fabricado na Argentina, chega ao mercado brasileiro com três versões diferentes. Há algumas semanas, o caderrno Veículos testou a LX, mais simples, e a ELX, top de linha. No meio das duas, a EX. Nos dois carros testados há muitos detalhes a serem considerados, do acabamento a itens de segurança e conforto. Nada muda, porém, no motor. Eles saem da fábrica com motores 1.5 de quatro cilindros, 16 válvulas e 115 cavalos. Sob uma chuva fina, saímos com a LX primeiro. Ajustes no encosto e na altura do banco do motorista, com forração em tecido, e na direção (altura e profundidade) garantem uma posição confortável de dirigir. Na porta do motorista todo o controle sobre as janelas e portas restantes. O modelo mais simples é sóbrio por dentro e por fora. Nada de cromados nas maçanetas nem na grade frontal. No interior há detalhes em prata no painel, mas a harmonia do conjunto perde um pouco a graça com os botões do ar-condicionado analógico, que destoam um pouco do resto. No LX, o câmbio de cinco marchas tem engates curtos e precisos. O carro se comportou bem nas acelerações e a vedação da carroceria garante baixos níveis de ruído. Com isso, a 110 quilômetros por hora, a impressão que se tem é que não se está a mais que 80. A visibilidade em ambos os modelos testados pela reportagem é boa e não há muito que se preocupar com os pontos cegos, principalmente os das colunas dianteiras, bem resolvidos nos dois modelos. No quesito dirigibilidade, o motorista notará que a direção hidráulica-elétrica vai se tornando cada vez mais dura conforme a velocidade aumenta. A progressividade garante maciez para manobras na cidade e segurança na estrada, evitando que o motorista, por qualquer motivo, faça um movimento brusco com a direção. Na versão ELX, o câmbio automático e o pedal shift - manoplas na parte de trás da direção para troca de marchas - fazem a diferença, assim como o estofamento em couro. Mais requinte também no acabamento interno das portas, que receberam detalhes em prata. Assim como nas versões mais simples, o motorista tem o cruise control na direção. Apertando os botões correspondentes, o motorista coloca o City em velocidade de cruzeiro, uma mordomia e tanto, que mantém a velocidade completamente estabilizada em subidas e descidas. Para usar as “borboletas” na troca de marchas, o câmbio deve passar da posição drive para sport, o que pode ser feito com o carro em movimento. Na mão direita, a cada toque, a marcha vai caindo e na da direita, sobe. Air bags frontais e freio ABS (que não equipa a versão LX), sistema EBD, que analisa as condições da pista para ajudar na tração e frenagem, completam os itens de segurança de série. Entre os opcionais, sensores dianteiros e traseiros de estacionamento. O City também sai de fábrica com computador de bordo, que, entre outras funções, mostra a evolução do consumo de combustível, ferramenta valiosa para quem tem o pé pesado. Para quem não tem a menor intimidade com câmbio automático, o entregador técnico da concessionária Honda em Franca, Denis, é quem dá todas as dicas. “A gente mostra tudo, botão por botão. Se a pessoa nunca dirigiu com cambio automático, nós vamos explicar o funcionamento e outros detalhes do veículo”, disse. O preço sugerido pela montadora para o modelo LX é de R$ 56,2 mil; já o do ELX custa R$ 71 mil.

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