Seu nome faz referência a uma criatura escandinava imaginária, uma espécie de gnomo da sorte bravo e amigo da natureza. No mundo off-road, o Troller (do inglês Troll) é um dos melhores amigos dos pilotos que adoram se embrenhar por estradas de terra de Franca e região. Veículo legitimamente brasileiro, começou a ser produzido em 1997 na cidade de Horizonte, no Ceará, para se tornar febre entre os fissurados pela aventura.
Que digam os competidores dos ralis de regularidade da Copa Ortovel - circuito do Jipe Clube de Franca que acontece desde o ano passado e hoje chega à sua segunda etapa de 2009. Dos 60 carros inscritos nas diferentes categorias da competição, 14 são da marca. Desses, pelo menos a metade ocupa posições de destaque nas categorias master, graduados e turismo.
Marco Aurélio Comparini Júnior, 38, e Marcelo Franchini, 39, piloto e navegador, respectivamente, não abrem mão do Troller. Competindo juntos há três anos, pela categoria dos graduados, eles não prescindem do veículo nem nas provas, nem no dia a dia. Até este ano, pilotavam um modelo 2006, preto, motor 3.0 a diesel. Já a vitória no último circuito em Taubaté, válido pelo Campeonato Brasileiro, devem ao Troller T4, modelo 2010, adquirido há cerca de dois meses.
Compraram a nova máquina em Lajeado, Rio Grande do Sul, por R$ 82 mil. Ar-condicionado, direção hidráulica e um motor 3.0 de 163 cavalos, além de uma carroceria pronta para aguentar o tranco, são algumas das vantagens. Para turbinar, instalaram um módulo que aumentou a potência do motor para 240 cavalos, pneus novos da Mud - que sozinhos valem por volta de R$ 800 cada -, além de GPS. “Gastamos cerca de R$ 12 mil com tudo e uma média de R$ 1 mil por mês com manutenção”, comenta Comparini, que está otimista para a rodada deste domingo pela Copa Ortovel.
<b>O RALI</b>
Competidores de 15 cidades, tais como Uberlândia (MG), Ribeirão Preto e Sumaré, sairão neste domingo do Posto Santos Dumont, a partir das 9h31 - largada para o primeiro carro - e com horário previsto de chegada ao destino final a partir das 12h50. O percurso terá 100 quilômetros de extensão e passará pelas regiões de Restinga e Patrocínio Paulista. Repleto de balaios e armadilhas, o trajeto que vai testar a regularidade dos pilotos - passar pelos 140 pontos de controle no tempo certo - foi elaborado por Ralph Finotti, Guaraci Monteiro e Marcelo Balaben e ficará ainda mais desafiante para os participantes devido às chuvas dos últimos dias. “A chuva dos últimos dias deixará a prova sem poeira e um pouco mais escorregadia, o que colocará à prova a habilidade dos pilotos e navegadores”, disse Guaraci Monteiro, diretor do evento. A última etapa é dupla e acontecerá no dia 5 de dezembro.
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