Antes de financiar seu carro, leia nossas dicas


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Financiar um carro zero quilômetro nunca esteve tão fácil. A estabilização da economia do País trouxe a possibilidade da realização do sonho de muitos brasileiros, o que foi reforçado nos últimos meses com a redução da alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Com as maciças campanhas publicitárias é quase impossível resistir à tentação de renovar a garagem, pagando 100% do valor do veículo em suaves prestações. Mas basta um descuido ou desatenção na hora de fechar o contrato para que o “carango” se transforme numa dívida insolúvel e seu proprietário fique inadimplente muito antes do carnê chegar à metade. Comprar um carro é algo que exige pesquisa, muita pesquisa. Quem compra um veículo sem os cuidados necessários corre o risco de fazer um péssimo negócio. Isso porque as taxas de juros variam muito conforme o modelo, o ano, o valor do carro, a quantidade de prestações e a financeira. A melhor saída é sempre percorrer o maior número de empresas possível e conversar com profissionais e bancos para escolher o financiamento ideal. Segundo levantamento da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras, 56% dos 24,4 milhões de veículos com até 15 anos de circulação possui algum tipo de financiamento. O volume, de acordo com a entidade, corresponde a mais de 14 milhões de consumidores, sendo que destes 38,6% possuem alienação fiduciária gerada por operações de crédito direto ao consumidor (CDC), 14,4% possuem arrendamento mercantil e 3% contam com outros tipos de financiamento. MUITA PRECAUÇÃO Na compra de um carro com valor em torno de R$ 30 mil, por exemplo, de cara o banco cobrará perto de R$ 600 de taxas para a abertura do crédito. Se o plano escolhido pelo cliente for de 24 meses, com juros de 1,2% ao mês, as prestações serão de R$ 1.512. Com isso, o total pago será de R$ 36,2 mil ao final do contrato. Nesta modalidade, o consumidor pagou R$ 6,2 mil só em juros. Se o mesmo veículo for financiado em até 72 meses, com juros mensais de 1,26% e prestações de R$ 670, o comprador terá desembolsado quase R$ 48,3 mil. Ainda é preciso lembrar dos outros gastos que acompanham o carro, como seguro, manutenção, IPVA e combustível. No final das contas o que era para ser solução, pode se tornar um problema. Em julho de 2007, o cabeleireiro Edmilson Rodolfo da Silva procurou uma concessionária em Franca para negociar o Pálio, cujo motor tinha fundido, na intenção de dar o veículo antigo como parte do pagamento de um novo. O carro foi aceito por R$ 10 mil na compra de um Classic, da Chevrolet, modelo 2008, cujo valor de mercado era de R$ 25,5 mil na época. A diferença de pouco mais de R$ 15 mil, negociada em 60 meses, gerou prestações de R$ 387 que o comerciante disse caberem em seu orçamento. “Acho que fiz um bom negócio, porque peguei um carro novo, que não me dá problemas. Quando terminar de pagá-lo, já pretendo dar entrada em um outro zero quilômetro”, disse Silva, que antes de fechar o negócio passou quase um mês visitando concessionárias e estacionamentos em Franca atrás do melhor preço. “Para fazer uma boa compra tem que fazer muita pesquisa e não ter pressa”.

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