Concessionárias comemoram prorrogação do IPI


| Tempo de leitura: 2 min
<b>CAMPEÕES DE VENDA</b> - Daniel Coelho, supervisor de vendas da Cofrana/Fiat, mostra os carros mais vendidos com a redução do IPI: Palio, Uno e Strada representam cerca de 34% do total de veículos comercializados
<b>CAMPEÕES DE VENDA</b> - Daniel Coelho, supervisor de vendas da Cofrana/Fiat, mostra os carros mais vendidos com a redução do IPI: Palio, Uno e Strada representam cerca de 34% do total de veículos comercializados
O prazo de isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos zero-quilômetro acaba de ser estendido. O Governo Federal prorrogou a validade do pacote para setembro, com benefícios válidos apenas para automóveis com motor a partir de 1.0 e inferior a 2.0. Gradativamente, entre outubro e janeiro de 2010, as alíquotas vão subir até chegar aos valores que eram praticados no ano passado. Veículos com motorização igual ou superior a 2.0 continuam com taxas normais de 18% e 25%. Com a redução do IPI, os veículos ficam entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil mais baratos. É a segunda vez que o governo prorroga o prazo do pacote, com o intuito de estimular a economia e evitar que haja mais demissões nas montadoras. Para os concessionários francanos, repercute positivamente a difícil decisão do governo - levando-se em conta que a queda no superávit primário brasileiro deve-se principalmente aos cortes de arrecadação do IPI. Na Cofrana/Fiat, o pacote tem ajudado a impulsionar os negócios. Segundo o supervisor de vendas Daniel Coelho, de abril a junho a concessionária registrou uma saída recorde de aproximadamente 600 veículos. “Não nos lembramos de quando houve tanta venda como nos últimos três meses. Para nós foi um marco histórico”, afirma, ressaltando que com a prorrogação até setembro a expectativa é manter a média de 200 carros por mês. Foram até contratados novos seis funcionários para reforçar principalmente o serviço de pós-venda. O destaque está para as linhas Uno, Palio Fire e Strada, que juntas representam cerca de 34% do total até agora vendido. Para se ter uma ideia, em junho, das 193 unidades comercializadas, 66 foram desses modelos. De acordo com Daniel, as unidades dessas linhas esgotaram-se naquele mês. Outro dos que estão comemorando a prorrogação é o diretor da Vemafre/GM, Frederico Bellini Merenda. “Foi muito bom. Se tivesse algum aumento de IPI o mercado ia ter retração. Foi uma boa saída. O mercado não vai sentir tanto”, observa. Ele informa que com a ameaça do fim dos descontos já em junho, muita gente correu para a loja a fim de garantir seu automóvel por um preço mais baixo. As vendas em junho, segundo Merenda, foram 40% maiores com relação a maio e o Corsa Classic puxou os negócios. A partir de outubro, quando carros 1.0 passam a ter taxa de 7% de IPI, o diretor acredita que o próprio consumidor terá que se adaptar aos novos valores, alegando que as concessionárias não têm condições de compensar custos. “Não há como trabalhar de maneira diferente. Tem que ser repassado para o consumidor. Infelizmente nenhuma concessionária tem como absorver um aumento desse tipo”, conclui.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários