A Sundown reina sozinha no mercado custom de 250 cilindradas em Franca. A V-Blade é uma moto que esbanja estilo e entorta os pescoços por onde passa. Dirigi-la é uma experiência e tanto.
Seja pela surpresa que a motocicleta causa ao ser vista de perto em razão de seu porte que realmente impressiona, ou pelo conforto e segurança transmitidos ao piloto. O trajeto escolhido pela reportagem para um test-drive foi a Rodovia Tancredo Neves, que liga Franca à cidade mineira de Claraval. O percurso é ideal e convidativo para um passeio em uma motocicleta especializada em estrada.
Como 163 quilos a seco, a V-Blade tem mecânica simples e visual chamativo. Seu motor é quase idêntico ao da Virago 250, ou seja, dois cilindros em V a 70º, cabeçote simples e arrefecido a ar, com 19,5 cv a 8.500 rpm. Isso su gere rendimento próximo ou consumo em torno de 27 quilômetros por litro.
No primeiro momento do teste as pedaleiras tipo plataforma causam certa desconfiança. Dependendo do grau de inclinação em uma curva, imagina-se que elas possam encostar no chão. Sem problemas, elas são retráteis o que protege o piloto de uma possível queda. O banco da moto é grande, tipo sela, e é individual para motorista e passageiro.
Há ainda um sissy-bar que garante conforto extra para o garupa. O pedal para o garupa também foi colocado em um local que proporciona conforto maior.
Montado na moto, ou melhor, sentado, o tanque se encaixa muito bem entre as pernas do piloto e abriga 14 litros. O modelo tem porte de moto de grande cilindrada. O velocímetro sobre o tanque também agrada. Além de bonito, é simples e funcional. Há um painel digital com hodômetro e indicador de nível de combustível, luzes indicativas de seta, farol alto e neutro. O guidão é grande, típico nas motos custom de maior cilindrada. A posição de dirigir é extremamente confortá vel, as bengalas distantes uma da outra são mais uma característica que deixa a moto com porte de veículo com cilindrada superior.
Hora de andar. A primeira marcha entra com facilidade, o ronco do motor é agradável e não há vibrações. Dá para aproveitar o visual do caminho. A segunda marcha foi um problema, para quem está acostumado com uma moto de pedaleira comum. As plataformas complicam a troca de marchas no primeiro momento, mas não passa de falta de costume, já que as próximas trocas não ofereceram problemas.
Logo veio a descida da serra. O freio dianteiro conta com disco de 240 mm, mais que o necessário para dar conta do recado, complementado pelo freio traseiro, que é a tambor. Na volta, a subida não apresentou dificuldades para o motor bicilíndrico da V-Blade. A custom mostrou força para vencer uma subida de cerca de um quilômetro e não foi necessário reduzir a marcha. O motor seguiu livre de ruídos ou vibrações e se manteve firme.
O design da moto foi bem trabalhado. Está cheio de cromados. O farol é redondo, as carenagens abaixo do tanque e laterais são arredondadas. O triste é o pára-lamas traseiro que foge do dese-nho das demais peças do conjunto. Ele é quadrado, uma pena.
O percurso foi curto, cerca de três quilômetros, e a moto revelou muito estilo e conforto. A 250cc da Sundown mostrou render bem para quem gosta de veículos custom e não tem condições de comprar uma moto acima de 600 cilindradas, cujo preço dobra. Diante disso, a V-Blade é a que oferece a melhor relação custo x benefício em especial em curtas viagens de fins de semana, algo característico dos francanos.
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