A chegada da nova Titan foi cercada de mistério e muita espera. Desde o lançamento da Fazer, moto com injeção eletrônica da Yamaha, os motoqueiros esperavam a resposta da maior montadora de veículos duas rodas do País. A demora foi grande, mas chegou em grande estilo. A nova CG Titan 150 é muito mais do que o esperado.
O novo veículo está completamente revigorado. As alterações são inúmeras, mas o principal atrativo é o sistema de injeção eletrônica de combustível. A tecnologia permite ao modelo se adequar ao Promot (Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares) que entrou em vigor em janeiro de 2009 e obriga as fábricas de motos a reduzir a emissão de gases poluentes em seus produtos.
O modelo recebeu um tanque maior, o que resultou em melhoria na sua autonomia. Os números não são oficiais, mas há quem diga que ela fará 600 quilômetros com um tanque de combustível. Em duas concessionárias de Franca, o interesse é tanto que 130 veículos foram comercializados em apenas 45 dias. Na Luana Motos há lista de espera para modelos em fabricação 2009.
Para o gerente da empresa, Ismar Baptista, há vários motivos que ocasionaram este sucesso de vendas. ‘‘A CG 150 atende a todas as classes, é econômica e tem baixa manutenção. É a moto que mais vende e por isso é conside-rada a ‘queridinha’ da Honda’’, afirmou. A expectativa é fechar o ano com um aumento de até 10% nas vendas do modelo.
Hidomeneu Passos Pierre Filho, dono da Hidomotos, des-creveu a moto como fantástica. “É econômica, moderna e tem res-postas mais rápidas”, explicou antes de revelar ter acabado com os modelos que chegaram no fim de ano. “Os consorciados espera-ram pela moto”, disse. Junto com vendas à vista e parceladas do modelo foram 80 negócios neste período, ou seja, quase duas por dia.
Para a ele a crise econômica aliada a qualidade do produto resultará em incremento nas vendas. A razão é simples: “com a queda nas vendas de carros, empresas e motoristas devem encostá-los e procurar nas motos uma maior economia”. Como a CG Titan é a top do segmento, a escolha se torna natural.
A moto será vendida em três versões (KS, ES e ESD). A primeira é considerada a mais simples e tem partida a pedal. A segunda é uma versão intermediária e possui partida elétrica. A terceira possui freio dianteiro à disco, partida elétrica, suporte do pedal do garupa de alumínio fixa-do ao chassi, hidrômetro parcial, câmera tuff-up e prendedor de capacete.
A variação de preço não é grande entre as versões. A básica é vendida por R$ 6.650, a intermediária sai por R$ 7.300 e a completa é apenas R$ 450 mais cara do que a intermediária. Nem mesmo o valor menor de marcas concorrentes incomoda. Revendedores da Honda dizem confiar na capacidade de mercado da CG Titan, notoriamente maior que o de qualquer outro veículo de duas rodas. Principalmente em Franca.
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