O Ibope divulgou esta semana sua pesquisa de intenção de votos para a Prefeitura de Franca. O levantamento, o primeiro realizado após o início do horário gratuito no rádio e TV, não traz qualquer novidade do ponto de vista eleitoral.
Os números do Ibope apenas confirmam o cenário revelado há quase três meses pela pesquisa Comércio/Datalink: Sidnei lidera sozinho, isolado (57%); Gilson Pelizaro vem em segundo, um pouco abaixo das margens históricas de votação do PT e com menos da metade dos votos do prefeito-candidato a reeleição (21%); os demais candidatos seguem apenas como figurantes no processo eleitoral, com intenções de votos que variam de 1 a 2%. Indecisos, só 10% do eleitorado.
Se os dados acima já seriam suficientes para deixar qualquer um que estivesse na frente eufórico, a análise detalhada da pesquisa indica um cenário ainda mais favorável para o prefeito-candidato.
Não importa se homem ou mulher, se jovem ou velho, se rico ou pobre, se mais ou menos instruído, Sidnei Rocha lidera em todas as faixas e classes sociais pesquisadas.
Para piorar a situação dos adversários de Sidnei Rocha na disputa, o prefeito, historicamente campeão na rejeição do eleitorado, perdeu o nada honroso posto para ninguém menos que Gilson Pelizaro, seu único oponente com densidade eleitoral. Segundo os números do Ibope, 24% dos pesquisados declaram não votar de jeito nenhum no candidato petista.
Em tese, Gilson Pelizaro tem que descontar, antes mesmo de apresentar seus argumentos, o voto de um em cada quatro eleitores. Tito Flávio, do PCB, é opção excluída por 21% dos eleitores, que se recusam a votar nele em qualquer cenário, o que parece indicar, com clareza, que o estilo revolucionário passa longe das preferências da população local.
Sidnei surge apenas com 17%, número bastante razoável se comparado aos seus índices históricos e ao fato de ser, no momento, o governante, o que sempre potencializa os índices de rejeição. Ainda mais se considerado que, segundo o Ibope, 90% (bom, ótimo e regular) da população aprova seu governo. Ou seja, Sidnei Rocha é considerado gestor competente (90%) até por parte de quem não vota nele de jeito nenhum (17%).
Mas é num substrato da pesquisa que se percebe, de fato, o tamanho do abacaxi a ser descascado pelos quatro homens que tentam levar Sidnei Rocha para a disputa no segundo turno: 83% dos entrevistados pelo Ibope disseram estar muito felizes com a vida que tem em Franca.
Os números revelam uma felicidade ampla e democrática. Independe de sexo, idade ou grau de instrução. Homens (86%) e mulheres (82%) estão satisfeitos com a vida que levam em níveis semelhantes. Os jovens e adultos de até 29 anos (86%), os que tem faculdade (91%) e os que ganham mais de cinco salários mínimos (95%) são dos felizes, os mais felizes.
Que ninguém imagine, no entanto, que entre os menos instruídos ou na parcela com rendimentos mais baixos a alegria seja significativamente inferior: 79% de quem têm só até o quarto ano do ensino fundamental também estão muito satisfeitos, assim como 73% da população que sobrevive com ganhos mensais de até dois salários mínimos.
Infelizes, realmente aborrecidos, só 1% do total. É como se apenas 2.010 eleitores quisessem uma ruptura efetiva. Se incluirmos os que estão insatisfeitos, mas não muito, teríamos 30 mil eleitores. Aparentemente, pouco para mudar um cenário que parece tão definido e estabilizado.
Este é o nó do problema para os adversários de Sidnei Rocha. Numa cidade de gente tão feliz, as críticas, os ataques e os questionamentos que têm sido feitos no horário eleitoral gratuito não fazem sentido para a maioria da população.
O tempo corre. Gilson Pelizaro, Cristiano Rodrigues, Jorginho e Tito Flávio têm, a contar de hoje, 35 dias e três debates para convencer a população de Franca que não há razão para tanta alegria. Não vai ser fácil.
CORRÊA NEVES JÚNIOR
é diretor-responsável do Comércio da Franca
jrneves@comerciodafranca.com.br
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