Padre será denunciado por dois crimes sexuais


| Tempo de leitura: 3 min
Julho de 2006. Padre Juscelino de Oliveira, 38, tira alguns dias de férias na Paróquia de Santa Edwiges, em São Paulo, e viaja para descansar em Franca. A mãe dele, uma senhora de idade, moradora do Jardim Aeroporto, faz festa para recebê-lo. Numa tarde de sol, um primo de Juscelino, a mulher e a filha de dez anos, residentes no mesmo bairro, vão visitá-lo. Após conversarem e colocarem o assunto em dia, o padre pede ao primo para usar o telefone da casa dele, pois precisaria ligar para São Paulo. Juscelino nunca mais se esquecerá daquele dia. Homem de confiança da família, ele pegou a chave da casa do primo e saiu para fazer a tal ligação. A garotinha de dez anos o acompanhou. Jucelino não queria ligar para lugar nenhum. Sua intenção era bem diferente. Logo após entrar e trancar a porta da casa, ele revelou seu desejo à prima. “Vamos fazer uma coisa juntos”. Apesar da resposta negativa, o padre pegou a garota pelos braços e a levou para o quarto dos pais dela. “Eu não queria, mas ele me levou à força. Falou que se eu não fosse, não me levaria para São Paulo. Arrancou minha roupa e me jogou na cama”. Juscelino manteve relação sexual com a prima. Chegou a passar a língua nos seios dela. E não foi só. “O padre também a virou de bruços e começou a passar o pênis no ânus da menina. Não chegou a introduzir, mas ejaculou”, conta a delegada Graciela Ambrósio. Depois de estuprar a prima, Juscelino de Oliveira pediu para ela guardar segredo. “Ele falou que, se eu falasse alguma coisa, não me levaria para São Paulo”. O segredo foi guardado por três meses, mas durante brincadeira com uma prima da mesma idade, a garota deixou escapar que havia transado com Juscelino. Em poucos minutos, os pais dela ficaram sabendo e denunciaram o caso à polícia. Segundo relatos da menina, foi a única vez que transaram, mas as cantadas do padre tiveram início em janeiro do ano passado. “Ele dizia que eu era cheirosa, limpa e gostosa. Às vezes, passava as mãos na minha perna”. O padre reclamava quando tinha as investidas bloqueadas por ela: “Você é muito chata”. Em julho passado, Juscelino convidou a menina para ir com ele à “prainha” de Rifaina. A mãe dela não deixou. Antes de suas aventuras sexuais serem reveladas, Juscelino de Oliveira integrava o clero da Diocese de Santo Amaro, a mesma de padre Marcelo Rossi, e administrava a Paróquia de Santa Edwiges, situada no Jardim Noronha, em São Paulo. Na sexta-feira, foi suspenso pelo bispo Dom Fernando Antônio Figueiredo e está impedido de exercer o ministério até a conclusão das investigações. Responderá a um processo canônico aberto pela igreja e poderá ser expulso se tiver a culpa comprovada. É na esfera criminal que enfrentará os maiores problemas. “Ele já foi indiciado por estupro e também responderá por atentado violento ao pudor. O padre responderá por dois crimes gravíssimos”, finalizou a delegada Graciela. A pena prevista para cada um dos crimes é de seis a dez anos de reclusão. Juscelino nega as acusações e se recusa a falar com a imprensa.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários