Mambrini: pouco eficaz, muito polêmica

A criação do dia do soldado atirador francano, proposta pelo presidente da Câmara Marcelo Mambrini (PMN), será um dos 11 assuntos com pouca relevância para a popula&cc

13/05/2006 | Tempo de leitura: 3 min

O presidente da Câmara, Marcelo Mambrini, em recente sessão da Casa: nesta terça-feira, ele pretende criar o dia do soldado atirador francano
O presidente da Câmara, Marcelo Mambrini, em recente sessão da Casa: nesta terça-feira, ele pretende criar o dia do soldado atirador francano
A criação do dia do soldado atirador francano, proposta pelo presidente da Câmara Marcelo Mambrini (PMN), será um dos 11 assuntos com pouca relevância para a população apreciados pelos vereadores na sessão desta semana. Essa é a 12ª proposta apresentada por Mambrini, em sua maioria com poucos reflexos diretos para a cidade, desde quando assumiu o cargo no início do ano. Como legislador, ele admite que voltou sua atuação para questões internas da Câmara, mas mesmo assim, não consegue implantar medidas que sejam de interesse da população nem se manter distante dos problemas. Uso de carro oficial para fins particulares e acusação a colegas permearam os quase cinco meses de administração. Desde o dia 17 de janeiro de 2006, Mambrini conseguiu aprovar 7 dos 11 projetos apresentados (12 com o desta terça). Quatro foram retirados pelo autor. A maioria das leis de Mambrini altera leis de atuação dos vereadores. Por iniciativa dele, o número limite de projetos nomeando próprios municipais para cada vereador passou de cinco para sete. E mais. Cada um desses projetos precisa ser acompanhado com foto da pessoa que os nomeia. Mais ainda. Dados dessa pessoa, como biografia e fotografia, deverão ser disponibilizados na internet. São todas idéias de Mambrini. Leis aprovadas neste ano que alteram procedimentos internos da Câmara. Sem julgamento de importância, com muito poucos impactos diretos para a população. “Realmente, como presidente, tenho me preocupado bem mais com questões internas”. DESLIZES Se a atenção com os procedimentos internos tomam boa parte da atenção de Mambrini, o mesmo cuidado as suas próprias atitudes às vezes falta. Em março, Mambrini estava no bairro da Estação quando recebeu uma ligação de sua mãe, que mora em Restinga, e partiu para a cidade vizinha em um Ford Focus da Câmara. O ato causou polêmica e rendeu a ele um “puxão de orelha” do promotor Paulo Borges. “Hoje, vejo que foi inexperiência e impulso repentino”, disse. Uma espécie de preservação teria sido a principal razão. “Minha mãe me ligou e saí disposto a acudir o mais rápido possível. Tenho certeza de que não aconteceria de novo”, prometeu. O presidente da Casa parece ter aprendido direitinho a cartilha de boas condutas reafirmada por Paulo Borges, em palestra na Câmara, poucos dias depois de toda a polêmica. O promotor preferiu não instaurar nenhum procedimento contra o ato ilegal. “DOR DE COTOVELO” Braço esquerdo dobrado em um anglo de 90 graus. Mão direita deslizando sobre o cotovelo. A cena aconteceu no plenário da Câmara e assim, o presidente da Casa acusou, publicamente, seus colegas de “dor de cotovelo”, após adiamento aprovado de um projeto de sua autoria que criou o Alô Câmara, canal gratuito de comunicação da população com a Casa, pelo qual as pessoas podem conversar com vereadores e pedir providências. Essa pode ser considerada a única proposta que tem utilidade para os eleitores entre as propostas apresentadas por Mambrini neste ano, mas, até agora, não foi implantado. “A instalação da aparelhagem deve acontecer em poucos dias”, disse Mambrini. O Alô Câmara causou transtornos ao presidente da Casa. “Fiquei triste com tantas complicações para um projeto tão simples”, disse. Em outra sessão, ele acusou os vereadores de não lerem os projetos antes de discuti-los. Por fim, a lei foi aprovada com a emenda que ele não queria, o que a inviabilizou e o fez retirar outra proposta, que criava um sistema de disque denúncia na Câmara. O presidente da Casa aprova sua atuação frente à Casa até agora. Para ele é natural que o presidente se preocupe mais com assuntos específicos do regimento do Legislativo. “Considero que, como vereador de primeiro mandato, minha atuação foi mais que satisfatória. Em que pese pequenos erros”.

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