Numa sessão da Câmara sem grandes polêmicas, um projeto adiado por uma semana foi o principal responsável por rumores de modificações na administração municipal e em sua base aliada. A aprovação da proposta do vereador Valter Gomes (PSB), que proíbe a prática do nepotismo no âmbito dos poderes Legislativo e Executivo, pode ser responsável pela destituição de Maria Inês Archetti da Secretaria do Desenvolvimento Humano e Ação Social. Nesse caso, quem assumiria o cargo seria o vereador Luiz Carlos Fernandes (PDT).
Maria Inês deixaria o cargo devido a sua condição de mulher do vice-prefeito Ary Baliero. “Tenho um vínculo grande com o trabalho da Secretaria, mas, se caracterizar nepotismo, não teria problemas em deixá-la”. Quando perguntada sobre a hipótese de Luiz Carlos assumir o cargo, ela aprova. “Seria um nome ideal para isso”.
O vereador não esconde que pode, sim, deixar a Câmara para assumir um posto na administração. Apesar de negar ter havido contato com o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) para acertar a indicação, Fernandes revela: “Posso deixar a Câmara para dar lugar a um companheiro de partido, o Bahia”.
O companheiro de partido a que se refere Luiz Carlos deve passar a figurar entre os vereadores já em duas semanas. Bahia, ou o comerciante Josivaldo Silva Vilas Boas, é o segundo suplente do PDT no Legislativo francano. Como a vereadora Graciela Ambrósio deve se afastar na próxima sessão em razão de sua gravidez, o primeiro suplente, Marco Garcia, deve assumir o cargo e pedir afastamento, pois não deseja abandonar o cargo de diretor financeiro da Prohab (Habitação Popular de Franca). Com isso, Bahia, segundo suplente do partido, assumirá o posto por 40 dias, tempo em que Graciela ficará fora da Casa. Com a possível posse de Luiz Carlos como secretário de Governo, o mais provável é que Bahia passe ainda mais tempo no Legislativo francano.
Ontem, os destaques da sessão foram projetos do presidente da Câmara, Marcelo Mabrini (PMN). O que tratava do funcionamento das lan houses em Franca foi retirado pelo próprio autor. Enfim, Mambrini se rendeu à lei estadual que dita regras aos estabelecimentos, mas teve aprovada sua proposta de criação do Alô Câmara, canal de comunicação da Casa com a população por meio do 0800. Mas emendas apresentadas o deixaram insatisfeito. As ligações serão gravadas para posterior consulta de uma comissão de vereadores. A intenção é apurar possíveis denúncias que podem ser feitas.
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