Dorvalina da Silva tem uma neta com um ano de idade e um neto com 13 anos. Os dois são a preocupação da agente comunitária que esteve ontem no Fórum Regional Sul. O encontro, realizado no auditório da Unifran (Universidade de Franca), discutiu a realidade de 800 crianças em situação de risco social da região Sul de Franca, especificamente no Complexo Aeroporto (que incluem Aeroporto I, II, III, IV e adjacências). A esperança de cada um dos representantes comunitários do Aeroporto é de uma solução eficaz para a região.
O Complexo Aeroporto é uma das regiões mais populosas da cidade. São cerca de 70 mil habitantes. Por isso é nesta região que as estatísticas são mais acentuadas. De acordo com a Secretária de Desenvolvimento Humano e Ação Social, aproximadamente 800 crianças se encontram em situação de risco social naquele local. O Fórum realizado ontem teve o objetivo de tentar encontrar solução para tal realidade. As propostas foram apresentadas por todos os segmentos.
Dorvalina não deixou de opinar. Segundo ela, é imprescindível a intervenção de setores privados oferecendo opções de trabalho para os jovens da região. “Os jovens também querem dinheiro digno”, disse. Para a diretora de Ensino da Região de Franca, Ivani Marchesi, todas as ações juntas são necessárias. “Mas o início tem que ser imediato”, disse Ivani. Para ela, o investimento no futuro tem que ser feito hoje.
PRIMEIRO PASSO
O promotor de Infância e Juventude de Franca, Augusto de Arruda Neto esteve na Unifran ontem para conversar com a comunidade. De acordo com ele, o primeiro passo foi dado, com o poder público se prontificando a dialogar com as entidades envolvidas. “Daqui para frente, o envolvimento tem que ser de todos e a própria comunidade tem sua parcela decisiva”, disse.
Além da comunidade, o setor privado também precisa aumentar sua participação no apoio de ações sociais em bairros carentes da cidade. É o que espera Wagner Deocleciano Ribeiro, empresário e membro do Idesufran (Instituto para o Desenvolvimento Sustentável de Franca), uma ONG com atuação em vários bairros da cidade. “Precisamos de mais apoio de empresas para aumentar vagas em programas sociais”, disse.
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